segunda-feira, 12 de abril de 2010

Turma de guerreiros

Estãos aí os valentes que aceitaram o desafio de servir na Congregação do Jardim Terra Branca. A inauguração foi sábado, em Bauru. E o pessoal mostrou animação para seguir trabalhando. Reuniões são aos sábados, às 18h30, na Rua México 10-36. É isso aí.

Um rio na minha rua



Estas duas fotos, acreditem, mostram a rua em frente à minha casa, em Bauru. Foram tiradas no dia 31 de dezembro de 2009. São impressionantes, porque nunca tinha visto nada assim tão violento. Parecem mesmo um rio. Só as resgatei para mostrar que a temporada de chuvas que tem castigado as mais diversas regiões do Brasil passou por aqui. E quem garante que não voltará?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Para lá de agradável

Quem já não sonhou em ter uma casa com piscina, churrasqueira, jardim florido, árvores frutíferas como jabuticabeira, pé de guaraná, cajueiro, romanzeira? Deus me deu o privilégio de morar num lugar assim. Simples, mas aconchegante. É verdade que dá uma trabalheira danada para cuidar, mas como é bom reunir os amigos e familiares num quintal tão agradável. Agora, não é só para isso que serve a nossa casa.

A partir desta semana, o meu quintal terá uma nova utilidade. Penso que é o principal motivo porque ele está tão bonitinho. Até ajudei a cortar a primavera, aparar as árvores, etc. Todos os sábados, às 18h30, os amigos e familiares vão continuar se reunindo lá, agora com alguns vizinhos, para juntos conversarmos sobre o amor de Deus e o plano dEle para nossas vidas.

Ah, repare que na foto aí em cima aquele coqueiro e a primavera escondem uma área coberta, onde estaremos abrigados. É uma alegria saber que o que Deus coloca em nossas mãos, como mordomos, é para cumprir os propósitos dEle mesmo. Pois é, o que será daqui em diante, embora haja muitas expectativas nossas, só Ele sabe. Com certeza, é o melhor!

A senha!

O exercício de escrever diariamente faz-me muita falta. Registrar meus sentimentos, pensamentos, idéias, aprendizados, histórias, fatos é algo que vou me empenhar mais. Dias atrás chegou uma pessoa dizendo que gostou muito da minha história de vida. Puxa, comecei a pensar quando eu tinha falado sobre mim. Quem sabe nalguma igreja por aí... Mas ela tinha lido no meu blog. Caramba, até tinha esquecido do blog!
Imediatamente fui acessá-lo, só que não lembrava do endereço. Tive que percorrer um caminho indireto: vistar o site da CMC (www.cmcbauru.com.br), na área dos links, e clicar. Ótimo, entrei lá. Confesso que me deu uma vontade imensa de investir um tempinho para deixar algo novo ali, várias idéias surgiram, comecei a lembrar de fotos que ficariam bem. Faltava só a senha. A senha! Nossa, qual era mesmo? E o login? Uau, sumiu tudo da minha mente.
Tentei vários e-mails, as senhas que eu mais usava, outras menos comuns, e nada. Já era final da tarde. Fui para casa pensando naquilo, acho que até sonhei. Digo "acho" porque muitos sonhos dizem que a gente não se lembra. No dia seguinte, logo que abri o computador pensei que poderia resolver logo este problema. Muitos e-mails depois, porque foi preciso contactar o provedor, tudo na mesma.
Veio à minha memória que eu deveria estar usando um e-mail diferente. O que mais acesso é carraradomiciano@hotmail.com. Carrara é sobrenome da minha esposa e Domiciano é o meu. Não era este. Bom, o nome que eu usava no jornalismo era Marcus Lopes. Fiz todas as tentativas, e zero a zero. Quem sabe Marcus Domiciano, pois meu nome completo é Marcus Aurelius Lopes Domiciano. Tudo bem, mas depois do @ seria hotmail, yahoo, uol... Nada disso. Era gmail. Tudo isso só para encontrar o login.
Meio caminho andado, faltava a senha. Começaram novas tentativas, com nome da esposa, filhos, aquela coisa toda que vocês sabem muito bem como é. De repente, entrou. Deu certo. Levantei os braços, dei um grito e me esqueci de que estava numa sala com outra pessoa. Ela me olhou assustada e pensou que eu devia ter recebido um dinheiro (uma vez já tinha acontecido esta cena, por este motivo). Tive que explicar que não era nada disso. Só tinha conseguido acessar o meu blog. Por isso, já está tudo anotadinho e guardado. E vamos em frente!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A vó, o sítio e os cowboys



Embora eu não seja o dono dele, passei boa parte da minha infância do Sítio do Ribeirão Preto, que era dos meus avós Anísio e Alice, mas que pertence agora à família do meu tio Osvaldo. Bem ali perto do Catavento, perto da cidade de Arandu. Digamos que aquele lugar de sonhos era o meu "Sítio do Picapau Amarelo". Quem sabe um dia eu ainda não darei de Monteiro Lobato, colocando minha imaginação para funcionar (sem pretensão alguma de igualdade).

Tomar leite na mangueira, armar arapuca, pescar no rio Paranapanema ou no açude, andar a cavalo, jogar futebol no campão, estas coisas que as crianças não fazem mais... Ver a vó matar o frango, depená-lo na água fervente, moer café no moedor manual, tomar água do pote com a canequinha de ferro, fazer xixi no pinico. Ah, que gostoso!

A casa não tinha forro e os primos riam escondidos ao ouvir o ronco do vô na madrugada. Quando chovia, minha avó corria cobrir os espelhos da casa, pois tinha medo de atrair raios. Junto morava uma tia solteirona, a Messias, às vezes sorridente e às vezes brava. Conta-se que um dia os soldados vieram buscá-la para servir a Pátria, nos idos da Segunda Guerra Mundial, mas descobriram que era "a" Messias e não "o" Messias.

No sítio tem uma venda, que funciona até hoje, de madeira, que foi escolhida como cenário para uma foto exibida na capa do disco Cowboys do Asfalto, da dupla Chitãozinho e Xororó, em 1990. A foto foi tirada na porta dos fundos. Só de lembrar da venda sinto o cheiro da mortadela pendurada, dos doces (suspiro, triângulo de bananinha com um indinho de plástico, maria mole). O vô Anísio mandava escolher e a gente aproveitava. Bom era sentar na escada e ficar olhando o rio, a estrada, o jogo de malha.

Bem, estas lembranças foram só para firmar uma realidade bem presente: os 95 anos da minha vó, que segue cheia de disposição para jogar escopa de 15 com os netos. Já ouvi falar disso? E a dona Alice está cada dia mais teimosa. Mas sabe, fico pensando, como não resistir diante de tantas imposições e sugestões?

Meus filhos a chamam de "bisa" e nossa família ficou muito feliz de encontrá-la firme, após 3 anos morando longe. Recentemente houve a festa de aniversário dela, com muita dança e alegria. Enfim, situações como essas que nos inspiram a dar graças a Deus pelo dom da vida e também nos ensinam tantas coisas, mas tantas, que ficamos boquiabertos. Mas como é bom continuar aprendendo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O quadro


Toda vez que caminho da cozinha para o meu quarto ou do quarto para a cozinha uma paisagem em azul e branco enche os meus olhos de uma beleza sem igual. Enche meu coração de saudades. Enche minha alma de alegria. E fico cheio de esperança de apreciar aquelas muralhas com meus próprios olhos novamente.

A moldura é simples, num tom palha, para não ofuscar o presente que ganhei dos amados amigos e irmãos de Portugal. E lá, no centro da sala de jantar, numa parede de cor mostarda, estão os legítimos azulejos portugueses, pintados em Sintra, que retratam o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena. Entre tantos lugares e monumentos inesquecíveis, com certeza o milenar Castelo dos Mouros é uma fantástica recordação.

Só que agora preciso aprender a caminhar pela minha casa sem ficar olhando demais para este quadro. É porque senão corro o risco de achar os outros sem graça... Misturando os azulejos que ganhei e as fotos que registrei, penso que tenho material para ver, e chorar de saudade, por um bom tempo.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Doce regresso





Após quase três meses da nossa volta ao Brasil é que consegui sentar para registrar algumas impressões. E é fácil de explicar a razão da correria. Nossa casa estava alugada e só foi desocupada um mês depois que chegamos. Enquanto isso ficamos hospedados na casa dos meus pais. Como perdi meus documentos, precisei correr atrás disso. Em seguida tivemos que fazer alguns pequenos reparos na casa, que acabaram se tornando GRANDES. E até hoje estamos tentando colocar as coisas no lugar. Não é que tenhamos muitos móveis, etc (parte ficou espalhada entre os parentes e nem pedimos de volta...), mas sempre há um esforço para deixar melhor que antes!

Neste período inicial, ainda viajei uma semana para o Mato Grosso do Sul, cinco dias para a Argentina, um fim de semana em Guarulhos. Isso significa que estar ocupado me ajudou a colocar minha cabeça mais no Brasil e começar a encarar a realidade da readaptação. Embora eu e minha família estejamos sendo muito acarinhados, a reintegração é um processo estranho. Primeiro: há pessoas fazendo melhor o que a gente fazia antes de ir para o campo missionário. Segundo: ouvimos que somos importantes, que fizemos falta, mas não parece (rsrsrsrs). Terceiro: encontrar novos espaços, sem ferir ninguém, é o desafio maior.

Posso até enumerar outros desafios: adaptação das crianças na escola nova, os relacionamentos que eles precisam criar, a criação de uma outra cultura financeira (do euro para o real, que parece ser mais fácil), o reestabelecimento de amizades antigas, e mais isso e mais aquilo.

Por outro lado, há o prazer de rever os familiares, de sentir o acolhimento da igreja, do reencontro com os gostos e cheiros da comida brasileira, de estar em casa. Ah, e que alegria ver as árvores que plantei no meu quintal já grandes, oferecendo refrescantes sombras. E é bom também saber que os irmãos de Portugal estão bem, animados e frutificando.

É isso aí, espero ter justificado bem minha demora em escrever e convencido os que se aventuram a ler este blog. De qualquer forma, obrigado pelas orações e pelo interesse em nossa família. Agora, com a casa em ordem, registraremos com regularidade mais alguns pensamentos e experiências. Grande abraço!