terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma questão de atitude


Pois é, lá se vão seis meses desde que eu e Ed terminamos de escrever um livro sobre a unidade da Igreja, publicado pela CMC, com base na vida e no ministério do pastor Abílio Chagas. A experiência foi muito edificante, aprendi demais e confesso que já planejo novas aventuras...

Força aos "polacos"





A queda do avião que levava o presidente da Polônia, junto com sua comitiva, me remeteu prontamente à visita que fiz com minha família àquele país, em 2006. Fomos recebidos pelo amado casal Emil e Liuska e não consigo esquecer daqueles dias. Fiquei impressionado com aquele povo sofrido, com um país reconstruído e com o carinho dos nossos hospedeiros.
Sempre digo para minha esposa que gostaria muito de morar na Polônia, que tem uma localização privilegiada na Europa (eis aí o motivo de tanta cobiça por aquela terra), embora o frio e a língua sejam barreiras a serem transpostas. A minha identificação com os "polacos" (é assim que falam os portugueses) foi tamanha que conto os dias para retornar, mesmo sem ainda ter uma data marcada...
Lembro-me de cidades encantadoras como Elblag, Paslek, Marlbork (onde está o castelo acima, o maior da Europa), Marwica, Gdansk (terra de Lech Walesa), Varsóvia. Aos queridos Emil e Liuska (na primeira foto, de cima para baixo, com o mar Báltico ao fundo), meus sentimentos e apreço neste momento de dificuldade que passa a nação. Como em outras situações trágicas na história, esta há de ser superada pelos corajosos "polacos".

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Turma de guerreiros

Estãos aí os valentes que aceitaram o desafio de servir na Congregação do Jardim Terra Branca. A inauguração foi sábado, em Bauru. E o pessoal mostrou animação para seguir trabalhando. Reuniões são aos sábados, às 18h30, na Rua México 10-36. É isso aí.

Um rio na minha rua



Estas duas fotos, acreditem, mostram a rua em frente à minha casa, em Bauru. Foram tiradas no dia 31 de dezembro de 2009. São impressionantes, porque nunca tinha visto nada assim tão violento. Parecem mesmo um rio. Só as resgatei para mostrar que a temporada de chuvas que tem castigado as mais diversas regiões do Brasil passou por aqui. E quem garante que não voltará?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Para lá de agradável

Quem já não sonhou em ter uma casa com piscina, churrasqueira, jardim florido, árvores frutíferas como jabuticabeira, pé de guaraná, cajueiro, romanzeira? Deus me deu o privilégio de morar num lugar assim. Simples, mas aconchegante. É verdade que dá uma trabalheira danada para cuidar, mas como é bom reunir os amigos e familiares num quintal tão agradável. Agora, não é só para isso que serve a nossa casa.

A partir desta semana, o meu quintal terá uma nova utilidade. Penso que é o principal motivo porque ele está tão bonitinho. Até ajudei a cortar a primavera, aparar as árvores, etc. Todos os sábados, às 18h30, os amigos e familiares vão continuar se reunindo lá, agora com alguns vizinhos, para juntos conversarmos sobre o amor de Deus e o plano dEle para nossas vidas.

Ah, repare que na foto aí em cima aquele coqueiro e a primavera escondem uma área coberta, onde estaremos abrigados. É uma alegria saber que o que Deus coloca em nossas mãos, como mordomos, é para cumprir os propósitos dEle mesmo. Pois é, o que será daqui em diante, embora haja muitas expectativas nossas, só Ele sabe. Com certeza, é o melhor!

A senha!

O exercício de escrever diariamente faz-me muita falta. Registrar meus sentimentos, pensamentos, idéias, aprendizados, histórias, fatos é algo que vou me empenhar mais. Dias atrás chegou uma pessoa dizendo que gostou muito da minha história de vida. Puxa, comecei a pensar quando eu tinha falado sobre mim. Quem sabe nalguma igreja por aí... Mas ela tinha lido no meu blog. Caramba, até tinha esquecido do blog!
Imediatamente fui acessá-lo, só que não lembrava do endereço. Tive que percorrer um caminho indireto: vistar o site da CMC (www.cmcbauru.com.br), na área dos links, e clicar. Ótimo, entrei lá. Confesso que me deu uma vontade imensa de investir um tempinho para deixar algo novo ali, várias idéias surgiram, comecei a lembrar de fotos que ficariam bem. Faltava só a senha. A senha! Nossa, qual era mesmo? E o login? Uau, sumiu tudo da minha mente.
Tentei vários e-mails, as senhas que eu mais usava, outras menos comuns, e nada. Já era final da tarde. Fui para casa pensando naquilo, acho que até sonhei. Digo "acho" porque muitos sonhos dizem que a gente não se lembra. No dia seguinte, logo que abri o computador pensei que poderia resolver logo este problema. Muitos e-mails depois, porque foi preciso contactar o provedor, tudo na mesma.
Veio à minha memória que eu deveria estar usando um e-mail diferente. O que mais acesso é carraradomiciano@hotmail.com. Carrara é sobrenome da minha esposa e Domiciano é o meu. Não era este. Bom, o nome que eu usava no jornalismo era Marcus Lopes. Fiz todas as tentativas, e zero a zero. Quem sabe Marcus Domiciano, pois meu nome completo é Marcus Aurelius Lopes Domiciano. Tudo bem, mas depois do @ seria hotmail, yahoo, uol... Nada disso. Era gmail. Tudo isso só para encontrar o login.
Meio caminho andado, faltava a senha. Começaram novas tentativas, com nome da esposa, filhos, aquela coisa toda que vocês sabem muito bem como é. De repente, entrou. Deu certo. Levantei os braços, dei um grito e me esqueci de que estava numa sala com outra pessoa. Ela me olhou assustada e pensou que eu devia ter recebido um dinheiro (uma vez já tinha acontecido esta cena, por este motivo). Tive que explicar que não era nada disso. Só tinha conseguido acessar o meu blog. Por isso, já está tudo anotadinho e guardado. E vamos em frente!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A vó, o sítio e os cowboys



Embora eu não seja o dono dele, passei boa parte da minha infância do Sítio do Ribeirão Preto, que era dos meus avós Anísio e Alice, mas que pertence agora à família do meu tio Osvaldo. Bem ali perto do Catavento, perto da cidade de Arandu. Digamos que aquele lugar de sonhos era o meu "Sítio do Picapau Amarelo". Quem sabe um dia eu ainda não darei de Monteiro Lobato, colocando minha imaginação para funcionar (sem pretensão alguma de igualdade).

Tomar leite na mangueira, armar arapuca, pescar no rio Paranapanema ou no açude, andar a cavalo, jogar futebol no campão, estas coisas que as crianças não fazem mais... Ver a vó matar o frango, depená-lo na água fervente, moer café no moedor manual, tomar água do pote com a canequinha de ferro, fazer xixi no pinico. Ah, que gostoso!

A casa não tinha forro e os primos riam escondidos ao ouvir o ronco do vô na madrugada. Quando chovia, minha avó corria cobrir os espelhos da casa, pois tinha medo de atrair raios. Junto morava uma tia solteirona, a Messias, às vezes sorridente e às vezes brava. Conta-se que um dia os soldados vieram buscá-la para servir a Pátria, nos idos da Segunda Guerra Mundial, mas descobriram que era "a" Messias e não "o" Messias.

No sítio tem uma venda, que funciona até hoje, de madeira, que foi escolhida como cenário para uma foto exibida na capa do disco Cowboys do Asfalto, da dupla Chitãozinho e Xororó, em 1990. A foto foi tirada na porta dos fundos. Só de lembrar da venda sinto o cheiro da mortadela pendurada, dos doces (suspiro, triângulo de bananinha com um indinho de plástico, maria mole). O vô Anísio mandava escolher e a gente aproveitava. Bom era sentar na escada e ficar olhando o rio, a estrada, o jogo de malha.

Bem, estas lembranças foram só para firmar uma realidade bem presente: os 95 anos da minha vó, que segue cheia de disposição para jogar escopa de 15 com os netos. Já ouvi falar disso? E a dona Alice está cada dia mais teimosa. Mas sabe, fico pensando, como não resistir diante de tantas imposições e sugestões?

Meus filhos a chamam de "bisa" e nossa família ficou muito feliz de encontrá-la firme, após 3 anos morando longe. Recentemente houve a festa de aniversário dela, com muita dança e alegria. Enfim, situações como essas que nos inspiram a dar graças a Deus pelo dom da vida e também nos ensinam tantas coisas, mas tantas, que ficamos boquiabertos. Mas como é bom continuar aprendendo!