sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lopes Domiciano, mas brasileiros



Enquanto estava organizando meu arquivo de fotos, encontrei estas duas e resolvi postá-las. Nelas, seo Paschoal, dona Ana, minha irmã Analice e eu abusamos do verde e amarelo para a Copa do Mundo da África do Sul. Só assistimos ao primeiro jogo juntos, porque depois precisei viajar para Portugal. E lá, longe da minha turma, vi a Holanda nos eliminar. Tristeza dupla. Vou dizer uma coisa: quando estamos fora do Brasil, dá até saudades da narração do Galvão Bueno. Já pensou o estrago que a distância dos familiares pode causar num ser humano?
Eu e Analice herdamos, suponho, sobrenomes europeus, como é bem comum por aqui, por causa dos imigrantes. O Lopes, que vem da minha mãe, é provavelmente português, por causa do "s" no final. Além disso, a minha família materna ainda tem alguns Lopes da Fonseca. Já os espanhós usam Lopez com "z". O Domiciano está mais virado para o italiano, sem dúvida. Apesar disso, damos graças a Deus pelo nosso País, tão grande e belo, e com tanto ainda para conhecermos.

As promessas certas


Olá pessoal, sei que estou em falta nas atualizações do blog, mas devagar vamos estabelecendo esta rotina da escrita semanal. Sei que não vai ser fácil, mas seguirei me esforçando. Por isso, não considere estas minhas palavras uma PROMESSA, que é nosso assunto hoje.

Em época eleitoral no Brasil sobram palavras empenhadas, dos mais diferentes tipos, para os mais diversos públicos, que nós sabemos que não serão cumpridas. Chega até a ser irritante o modo como os candidatos se comprometem a fazer ou a não fazer coisas que dificilmente cumprirão. Mesmo porque muitos de nós nunca cobraremos aquilo que foi anunciado!

Tive a oportunidade de me reunir com amigos da Comunicação e Missão Cristã (CMC) em Piratininga, a uns 10 km de Bauru, e os lembrei de que na Bíblia existem cerca de 3.000 promessas. Só no evangelho de João são 60, a maioria assumidas pelo próprio Jesus. E me detive em três delas, que estão em João 5:24: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida”.

Ao ouvirmos as palavras de Jesus e crermos em Deus recebemos vida eterna, somos antecipadamente declarados inocentes no julgamento final e transportados do império das trevas para o Reino de Deus. Quer melhores coisas que estas? E quem prometeu foi Jesus, que não era um político e nem um chefe militar. Mas o nosso Rei, que tem toda a autoridade e que nunca falha em Suas promessas.

Sugiro que você leia outros versículos no evangelho de João que tratam das promessas de Jesus: João 8:51; 10:28; 11:26; 12:26 e 46; 14:2, 3, 6, 7, 16, 17, 23 e 27; 15:5, 9, 11 e 16; 16:8, 13 e 31.

“Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o Amém, para a glória de Deus por nosso intermédio” (2 Coríntios 1:20).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Concorrência?!?!?!

Estava em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, quando me deparei com esta imagem curiosa. Dois salões de comunidades evangélicas colados, um do ladinho do outro. Na sua visita ao Brasil, meu amigo português Manuel Soares tinha visto muitos nomes diferentes de denominações, um mais criativo do que o outro. Mas com certeza ele não se deparou com algo assim, tão desprovido de ética. Manuel, já pensou se a moda pega em Portugal?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um agregado surpreendente


Vocês já devem ter ouvido falar (ou já vivenciaram) sobre problemas de relacionamento entre cunhados, entre cunhadas. Pois é, quando escolhemos a noiva, como foi meu caso, precisamos lembrar que os pais e os irmãos e irmãs dela estão incluídos no pacote. Bem, na foto aí está meu cunhado Alexandre, dono de um nariz inconfundível e de um bom humor maior ainda.

Os meus cunhados que me perdoem (outro dia falo deles, se eles continuarem me tratando bem!), mas hoje vou comentar sobre o Xã, professor de educação física e um companheiro exemplar. Temos muito em comum, além da parentela: nosso envolvimento na Comunicação e Missão Cristã (CMC); o gosto pelo esporte; mulheres amáveis e devotadas (viu Lia, falei bem de você, por escrito), e a convivência pacífica entre os nossos filhos (embora saiam algumas faíscas, de vez em quando).
Durante 3 anos, nos falamos pelo menos todos os domingos. Ele em Bauru, interior de São Paulo, e eu em Carnaxide, na grande Lisboa. O cara nunca foi chegado em internet, e aí a conversa fluía pelo telefone mesmo. "E aí, como você está?", era a primeira pergunta. Tenho que admitir que eu aguardava o telefonema e, se estivesse na rua mais ou menos naquele horário (mesmo com o fuso), procurava logo retornar para o bate-papo.

A Cássia, minha esposa, reclamava que o irmãozinho nem falava muito com ela, perguntava logo por mim. Mas não era bem assim. Eles conversavam bastante. Mas o que fica registrada aqui é a importância de se sentir valorizado, quando alguém se preocupa com você e se interessa pela sua vida.

Xã até tentou nos visitar em Portugal, junto com sua família, mas a empresa aérea BRA, onde comprou as passagens, faliu, e até hoje só uma parte do dinheiro foi devolvida. Estava tudo preparado para passarmos o Natal juntos, irmos à Serra da Estrela para vermos a neve e participarmos de outras aventuras.

Alexandre Augusto (os pais colocaram nome composto, mas o Augusto ficou perdido no tempo) é o tipo do cara carismático, que quando chega a algum lugar tudo para e ele logo cativa a todos. Numa viagem à Argentina, ele teria misturado o espanhol com o italiano quando foi pedir um refrigerante num bar. Dizem que esta história é folclore, mas a frase dita teria saído assim: "Mama mia, una Cueca-Cuela". Outra vez, pediu que o garçom argentino colocasse um ovo sobre o "bife de chorizo" (aquele corte maravilhoso de contrafilé, com cerca de 250 gramas), porque queria um bife à cavalo.

O dilema dele agora é porque precisa ir ao médico urologista para fazer aquele tão famoso exame de próstata. A primeira vez ele conseguiu adiar, por causa de um velório. Mas vai chegar a vez dele. Enfim, o Xã é um "acréscimo" que me surpreende a cada dia. Pelo lado positivo!

Olhem só os bichinhos!

Verão em Portugal (ainda não é, mas está chegando). Para acompanhar a imperial (que é o chopp aqui no Brasil), que tal uma porção de batata frita, de amendoim salgado, de azeitona ou de queijo cortado em quadradinhos com óregano, sal e azeite? Nada disso. Lá não podem faltar os caracóis, cozidos vivos, com um tempero especial. Uma iguaria muito apreciada. Confesso que também gostei, mas só dos caracóis pequenos, porque os maiores, chamados caracoletas, causaram-me um certo pavor.

Estou contando esta história porque hoje vi um repórter na TV brasileira mostrando a região de Belém, que compreende a torre, o Mosteiro dos Jerônimos, o Centro Cultural (CCB), o Padrão dos Descobrimentos, os pastéis. E ele mostrava os caracóis. Ah, me deu uma saudade. Que gostoso, olhar o Tejo, comer caracóis, sentir a brisa dos alfacinhas.

Muito bem, muito bem. Quem gostou mesmo dos caracóis foi meu filho mais novo, Natan, que você pode vê-lo aí se deliciando com os bichinhos. Mas existe uma grande diferença entre os brasileiros e os portugueses comendo caracóis. Enquanto nós lutamos para tirar um da casquinha, eles já engoliram uns vinte.

Exagero à parte, fiquei até com água na boca agora lembrando da castanha portuguesa. No forno, com um pouco de sal, um talho pequeno nela. Uau. Bem, vamos parar por aqui, porque me lembrei que estou com o ácido úrico elevado. E, só de lembrar de alguns pratos deliciosos, é perigoso o índice subir.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Com "u" e também com "u"

Sempre que alguém pergunta o meu nome, principalmente quando a pessoa precisa escrevê-lo, eu vou logo dizendo: Marcus, com "u", Aurelius, também com "u". E, quando tenho oportunidade, explico que meu pai era seminarista e as missas naquela época eram rezadas em latim. Então, como ele também estudava obrigatoriamente a língua, decidiu deixar uma marca na família. Eu, o primogênito, fui o escolhido. É óbvio que minha mãe interrompeu a carreira do futuro padre.

Preciso esclarecer que aprecio o meu nome. Perguntei também ao meu pai (bem, ele se chama Paschoal, com "ch", e Benedicto, com "c", precisa explicar mais?) a razão dele optar por Marcus Aurelius. E ele contou que apreciava o imperador romano Marco Aurélio (em latim, Marcus Aurelius), que ficou para a história como um governante bem-sucedido, que gostava muito de filosofia.

Quando eu, Cássia e meninos estivemos em Roma, na casa dos primos Armando, Miriam e Federica, fomos à Praça do Capitólio, que foi redesenhada por Michelângelo, onde havia uma estátua imponente de Marco Aurélio num cavalo. Foi ali que tirei a foto abaixo. Mas descobri que aquela obra de arte é uma cópia, pois a verdadeira está no Museu do Capitólio, que fica na mesma praça, e é feita de bronze. Foi uma das poucas estátuas que foram preservadas pelo imperador católico Constantino, quando muitos monumentos foram derretidos por se pensarem que eram ídolos pagãos.
Posso garantir que foi uma emoção imensa estar naquela praça, junto à minha esposa e filhos. Mas faltaram os meus pais, os criadores do Marcus Aurelius. Quem sabe um dia... Ah, sabe como se chama minha única irmã? Analice. Bem, aí é outra história.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As minhas cidades

Lembrar do que Deus fez na vida da gente é um hábito que deveríamos cultivar mais, até estar incorporado no nosso caráter. Então, estou fazendo um exercício aqui no blog. Justificado meu saudosimo, quero falar das cidades por onde passei, e parei por algum tempo. Claro que eu não escolhia os lugares, mas acompanhava minha família, pois meu pai era vendedor e propagandista de uma indústria farmacêutica.


Muito bem. Na verdade, a idéia da família era se estabelecer em Avaré, onde nasci, conhecida como a "Terra do verde, da água e do sol". Naquela região está o lindo rio Paranapanema (represa de Jurumirim), com muitas casas de veraneio às suas margens. Meu pai chegou a ter uma farmácia no centro da cidade, muito vistosa, com estantes de ferro (foi a primeira a deixar de usar os balcões de madeira) e uma linha de cosméticos, que na época era uma grande inovação. Mas as coisas desandaram, e ele precisou voltar ao ramo da venda de medicamentos.


Aí então ocorreu a primeira mudança, para Ourinhos, quase na divisa com o estado do Paraná. Terra vermelha, povo simples e acolhedor. Amigos como Márcio Castelani e Ivan Benatto (que veio a falecer num acidente de carro) surgiram desta boa época. Eu jogava futebol no Ourinhense e no Manchester, vôlei na escola "Racanello" e estudava tornearia mecânica. Morava pertinho do Clube Atlético Ourinhense e, se não estava em casa, podia me procurar que me achava lá.


Um parênteses aqui. Trabalhava na TV Globo, em Bauru, e estava apresentando o SPTV 2ª edição quando me chegou às mãos uma notícia de última hora, sobre um acidente na estrada que liga Ourinhos e Jacarezinho, no Paraná. Uma pessoa havia morrido. Citei o nome dela e parecia que eu conhecia. Ao terminar o telejornal, reparei bem e percebi que era meu amigo Ivanzinho. Rapaz, eu tinha acabado de noticiar aquela tragédia, que me atingia também. Confesso que foi uma experiência muito triste.


Bem, de Ourinhos a família foi para Botucatu, que passou a ser o centro da nova região designada para o papai. Ali foi mais complicado. Era uma cidade mais fria nos relacionamentos e também na temperatura. Mas tinha uma vantagem. Eu estudava na escola que levava o nome do poeta Angelino de Oliveira, que escreveu várias músicas que integram o folclore brasileiro. A mais conhecida é Tristeza do Jeca, e o refrão é assim: "Nesta viola canto e gemo de verdade. Cada toada representa uma saudade". Puxa, não posso deixar de falar sobre os bons ares da cidade, que originaram o nome indígena Botucatu,e sobre a beleza da cuesta, com montes lindos, como o "Gigante deitado", e suas cachoeiras. Aquela foto ali em cima é da minha formatura da oitava série, quando fui o orador.


De Ourinhos para Bauru foi um pulo (são só 80 km). Mudamos para o Jardim Terra Branca, numa casa alugada, até comprarmos outra, no mesmo bairro. Cidade acolhedora, de comércio intenso, aqui joguei meu futebol, estudei bastante, mas principalmente encontrei o que faltava na minha vida, a pessoa real de Jesus Cristo. Que veio me preencher e me dar nova vida, novos alvos. Depois de 8 anos de namoro, o casamento e, após mais 3, veio o primeiro filho. Bem, as histórias sobre Bauru merecem comentários mais alongados, que logo virão. Ah, e depois conto sobre a passagem por Portugal...