No bairro da Ajuda, em Lisboa, está o majestoso Palácio Nacional, construído a partir de 1795. Sempre passava por ali, porque visitava algumas famílias carentes no Casalinho D´Ajuda, a maioria africanas. Até joguei futebol no gramado em frente ao prédio. Quando tive a oportunidade de conhecê-lo, encontrei peculiaridades: a sala do trono é mesmo imponente, com predomínio da cor vemelha; a gigantesca sala de jantar, como nunca tinha visto, muito chique, e o governo português até hoje usa o local para cerimônias oficiais; e uma variedade de artes decorativas, com coleções que vão dos séculos XV ao XX. Uma parte do palácio ainda está inacabada. Além do museu, funcionam no edifício a Biblioteca da Ajuda, o Instituto dos Museus e da Conservação e a sede do Ministério da Cultura.
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Sempre é tempo para servir
Que tal usar seu talento para fazer amigas, passar um tempo junto com elas e aproveitar para contar sobre o amor de Deus? Foi uma das estratégias que a artista Nizete Dias encontrou para anunciar que "Jesus vive" a muitas mulheres no bairro Alto de Barronhos, em Carnaxide, na grande Lisboa. Ela é especialista em patchwork, que é a união de retalhos de tamados variados, formando diversos tipos de figuras. A técnica foi usada em almofadas.
Por seis meses, Nizete deixou os filhos e netos em Brasília para se ocupar com portuguesas, angolanas, guineenses, cabo-verdianas, moçambicanas e brasileiras. E ela não só ensinou o que é patchwork, de graça, como também mostrou que é sempre tempo para servir. O que conta para Deus são as nossas motivações. E aí, com certeza, a "vovó Nini", como meus filhos carinhosamente a chamam, foi aprovada com distinção e louvor.
Uma mulher aFORTUNAda
Há pessoas com um talento extraordinário para trabalhos manuais. E o povo brasileiro, por onde quer que ande, se destaca com suas habilidades. Foi no aniversário de um dos meus filhos que descobrimos uma goiana - hoje gerente do McDonald´s no bairro do Restelo, em Lisboa -, que arrasou ao fazer uma decoração do Smilinguido com biscuit, que é uma massa produzida a partir da mistura de amido de milho, cola branca e conservante. Foi tudo tão caprichado que fiquei um tempão tirando as fotos. Sei que ela, muito tímida, vai ficar brava ao citar seu nome e muito mais nervosa por eu mostrá-la ao lado de suas criações. Mas uma artista precisa ser reconhecida: Herica Fortuna. Ela tem riqueza até no nome!
A Caparica resiste
As praias da Costa da Caparica, uma cidade do concelho de Almada, são de águas mais limpas (embora também geladas) do que em Lisboa e muito convidativas no verão. Para chegar lá é só atravessar a Ponte 25 de abril em direção ao sul de Portugal. Só que na foz do rio Tejo as praias estão desaparecendo, por causa do rápido avanço da água. Especialistas avaliam que é o resultado do aquecimento global. Assim, podemos ver paredões e pontões construídos para tentar conter este fenômeno. Com as pedras, muda a paisagem, mas a beleza continua. Ainda mais quando há sol.
Além do conto de fadas
Ao fazer uma caminhada pelas ruas apertadas de Sintra percebi uma placa onde estava escrito: "Nesta casa viveu Hans Christian Andersen quando da sua visita a Portugal em 1866". O escritor dinamarquês de histórias infantis esteve durante dois meses no país e elogiou a sua paisagem: “O sol brilhava no céu claro e sobre as águas tranquilas. Em frente erguia-se Lisboa nas suas soberbas colinas, como uma monumental ampliação fotográfica. À medida que nos afastávamos, evidenciavam-se os recortes como vagas enormes de casas e palácios". Andersen era especialista em contos de fadas, mas também sabia como ninguém retratar a realidade.
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