quinta-feira, 7 de julho de 2011

As emoções de um rali

Quando trabalhava na área esportiva do Jornal da Cidade de Bauru - com o meu amigo e professor Leonardo de Brito (estou para conhecer homem tão leal quanto ele) - sempre publicava matérias sobre o rali Paris-Dakar. Recebia o material das agências de notícias, "penteava" as informações - ou seja, adequava para o estilo do nosso veículo - e mandava ver. Sempre ficava impressionado com as fotos, principalmente da Reuters, desde a França até o Senegal. 

Ainda quando morava em Portugal fui assistir a uma das largadas, em Belém, mais precisamente em frente ao Mosteiro dos Jerônimos e ao Centro Cultural. Em 2006 e 2007 tivemos o Lisboa-Dakar. Guardei as fotos para poder dizer que já "participei" da competição. Num dos carros estava o nome do francês Stéphane Peterhansel, um dos grandes vencedores da história, nas categorias motos e carros. Por motivos de segurança, o rali deixou de ser disputada na Europa e na África, e passou para alguns países da América do Sul, como Chile e Argentina. Só de olhar aquela movimentação toda já fiquei com a adrenalina lá em cima, imagine então dirigir mesmo uma moto, um carro ou um caminhão...


















quarta-feira, 6 de julho de 2011

A escolha dos surfistas

A praia da Ericeira, a 8 km da cidade de Mafra, é conhecida como o melhor lugar para a prática do surfe em Portugal. Na escultura de azulejos, na parte alta da praia, está escrito: "Ericeira, Ribeira D´Ilhas: praia considerada por especialistas como a melhor da Europa para a prática de surf. Desde 1985 é palco de vários campeonatos mundiais de surf (WQS)". Não sei surfar, mas posso garantir que o local é lindo. Ainda mais quando chega a hora do sol ir embora...




terça-feira, 5 de julho de 2011

A ponte que só o Tejo tem

Logo que olhei para aquele ponte foi inevitável a comparação com a Golden Gate, em São Francisco, nos EUA. Ligando um lado ao outro do rio Tejo - Lisboa a Almada - está a Ponte 25 de Abril (antiga Ponte Salazar), imponente, uma referência de orientação. Ambas possuem a mesma arquitetura de ponte suspensa, e a mesma cor. O vão livre das duas pontes também é parecido: 1.012,88 metros para a 25 de Abril e 1.280 metros para a Golden Gate. A norte-americana é maior no comprimento final: 2.737 metros contra 2.277,64.

Como a Golden Gate foi construída em 1937 e a ponte portuguesa quase 30 anos mais tarde, em 1966, a segunda obviamente é considerada por muitos uma cópia da "original". No entanto, na 25 de Abril há também o transporte ferroviário, além do rodoviário, o que não ocorre na similar americana.

Enfim, só em Lisboa é possível observar o rio Tejo, palco de tantas batalhas, que penetra no continente com suas águas salgadas e, depois, com o passar dos quilômetros, vai perdendo sua influência até ser possível beber dele para matar a sede. Faça sol ou faça chuva, a Ponte 25 de Abril continua lá. E o Tejo está junto!




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ele mesmo, em Pessoa



Era no café "A Brasileira" que Fernando Pessoa gostava de passar algumas horas. O lugar ainda existe, no Chiado, em Lisboa (mais precisamente na Rua Garret). Fica bem pertinho do Consulado do Brasil, na Praça Luís de Camões. Era reduto de intelectuais e tem o nome "A Brasileira" porque no início do século XX o dono importava produtos do Brasil, inclusive o café, que no início não era muito apreciado por lá.

Uma estátua de Fernando Pessoa comprova que o poeta e escritor português - que usava vários heterônimos - frequentava mesmo o café. Dias atrás recebi um poema dele, que um amigo enviou por e-mail, e achei brilhante:

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…

Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo…
Da queda um passo de dança…
Do medo, uma escada…
Do sonho, uma ponte…
Da procura, um encontro…

Fernando Pessoa

Tudo junto e misturado

Logo na entrada o funcionário já avisou que era proibido tirar fotos durante a visita. Uma pena não poder mostrar por dentro o Palácio Nacional da Pena, que fica a 4,5 km do centro histórico de Sintra e está a 500 metros de altitude. Então, mostremos por fora, pois é possível identificar os estilos mouriscos, góticos e manuelinos, além de características de outros castelos europeus do século XIX. Enfim, é uma mistura que recebeu o nome de "romantismo". E do alto ainda é possível enxergar o Oceano Atlântico.