sábado, 7 de janeiro de 2012

O que estamos cultivando?

Uma planta que gosta de muita luminosidade, bastante sol, especialmente o da manhã. É assim em meu quintal. Até tirei várias fotos! A estrelícia, como é conhecida, está lá, radiante, produzindo várias flores ao mesmo tempo, o ano inteiro.  É chamada também de ave-do-paraíso, porque se assemelha a uma ave, toda colorida. Mas posso te garantir uma coisa, ela logo vai murchar, vai secar.

Assim acontece com o homem, que um dia é jovem, cheio de vitalidade, mas depois vai envelhecendo, perdendo a força. O apóstolo Pedro compara a flor à nossa vida. "Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada" (1 Pedro 1:24 e 25).

O mesmo sol que faz a planta mostrar suas lindas flores também a ajuda a secar. É uma realidade. Tiago faz uma advertência aos que colocam sua esperança nas riquezas, porque elas são como as flores. "Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos" (1 Pedro 1:11).

Será que estamos confiando demais em nossa saúde ou em nosso dinheiro? Cuidado, porque eles passam. Por isso, precisamos cultivar o que tem valor eterno!








sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O guarda perfeito

De repente um barulhão no portão de casa. Levantei assustado, tateando as paredes para acender as luzes. O relógio marcava duas e meia da madrugada. Olhei pela janela da sala e logo vi o portão da garagem, que é elétrico, entreaberto, fora dos trilhos, com o suporte da máquina arrebentado. Não foi difícil concluir que era um ladrão (ou ladrões), que fugiram por causa do barulho que eles mesmos fizeram e ainda por causa de uma luz de presença que tenho por ali. Se não fosse isso, teriam levado bem mais do que a bicicleta que meu filho mais velho tinha ganhado no Natal. É um sentimento de desrespeito que nos invade, de incapacidade diante da ousadia do mal. Por isso é que João escreve: "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir!" (João 10:10 - primeira parte do versículo).

E me permitam ir mais adiante. Houve um certo descaso também dos policiais, que além de demorarem uma hora para chegar à minha casa, ainda demonstraram um certo desdém porque "furtaram uma bicicleta". No dia seguinte, ao fazer o boletim de ocorrência, na Polícia Civil, o escrivão disse que a perícia não seria necessária porque eu já tinha arrumado o portão. Mas é claro, imagine ficar com o portão arrombado. Consertei naquela mesma noite, com várias marteladas, e parece que os vizinhos não se incomodaram, pois só um procurou saber o que se passava.

Justo naquela noite, o segurança particular que transita pelo bairro não trabalhou porque tinha sofrido um acidente de moto. Mesmo assim, ele se prontificou a falar com "conhecidos" para saber se a bicicleta já tinha sido oferecida em algum ponto de venda de droga ou coisa parecida. Juntando estes fatos todos, temos um retrato - bem ameno - da sociedade em que vivemos. 


Agora chegou a vez da segunda parte do versículo 10 do evangelho de João: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10). Pois é, enquanto há o vislumbre de destruição por um lado, temos do outro a segurança que vem de Jesus. "É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel" (Salmos 121:4). A certeza de que não precisamos viver amargurados, tristes, mas gozar da abundância que vem do alto, mesmo diante de circunstâncias difíceis. 

Precisamos fazer a nossa parte nos cuidados com os bens que Deus coloca à nossa disposição: cadeados, grades, cercas elétricas, alarmes, seguro. Mas posso te garantir, como diz o salmista: "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmos 127:1).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eles sabem mais que nós

Tenho sido inspirado imensamente a servir ao Senhor por pessoas bem mais velhas que eu, em sua maioria. O entusiasmo, a disposição para o trabalho, uma simples correção ou as palavras sábias dos que me cercam sempre estão carregadas de muito amor e de ensinamentos para que eu possa remir melhor o tempo que me resta. Dias atrás, partiu um dos metres, Dr. Douglas Pereira de Oliveira, aos 85 anos.


É difícil para mim aceitar que possamos nos aposentar da vida cristã na nossa velhice. No livro “Diga não ao comodismo e volte pra corrida” o autor Merlin Carothers diz que “Deus nos oferece galardão, e não aposentadoria”. Aliás, não gozaremos aposentadoria nem na terra e nem no céu, pois lá “reinaremos com Ele” (2 Timóteo 2:12), enquanto aqui somos enviados a cumprir a ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mateus 28:19,20).


Portanto, a garantia da presença de Jesus conosco se dá quando O obedecemos. E é inspirador andar com homens e mulheres, já avançados em idade, que não perderam esta visão. Como o apóstolo Paulo diz em Efésio 4:1: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados”. E que mesmo diante das dificuldades que com o passar dos anos nos pesam, mantêm o ânimo: “Corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1).


Àqueles que decidem servir a Deus enquanto viverem, há o amparo divino: “Faz forte ao cansado, e multiplica as forças aos que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas o que esperam no Senhor renovam as suas forças , sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40:29-31). 


Assim, desejamos que os nossos velhotes que estão cansados no corpo e no espírito voltem para a corrida espiritual, pois Deus é quem pode operar uma incrível revitalização. E assim teremos mais soldados na linha de frente. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para podermos ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Efésios 6:10,11). 


É dever da igreja acolher estes que se sentem rejeitados, frustrados e ajudá-los a participar ativamente do Corpo de Cristo. Assim, a promessa para todo o justo, contida no Salmos 92:13 e 14, há de se cumprir:  “Na velhice ainda darão frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu quero, mas será que preciso?

"Olha pai, é disso que estou precisando!". Foi a frase do meu caçula ao ver na televisão a propaganda de uma empresa que emprestava dinheiro. "É só chegar lá e pegar quanto quiser, não é pai?". Tive que explicar que as coisas não funcionam bem assim, que você empresta um valor e depois tem que pagar muito mais por causa dos juros, que isso e que aquilo. Ele pensou um pouco, "decidiu" não fazer o tal empréstimo e calculou que com os R$ 32,00 que tinha ganho na época do Natal já dava para comprar o brinquedo que desejava. Ele é do tipo que precisa investir logo suas economias.

Aprendi nesta questão financeira que existe uma diferença muito grande entre necessidade e desejo. Há coisas que são essenciais para minha sobrevivência e disso não posso abrir mão. Existem também tantas outras que eu gostaria de ter, mas que não posso comprar, e que não me trazem tantos benefícios. Por isso, procuro resistir àquelas compras sob o impulso do momento ou ainda à influência dos apelos comerciais. "Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?" (Hebreus 13:5 e 6).

O problema do homem não é o dinheiro em si. Convenhamos que ele é neutro e nos ajuda muito. A questão envolve amar o dinheiro, atitude que está ligada à avareza, ao egoísmo, traz preocupação, é a raiz de todos os males. O cristão precisa se lembrar sempre que o dinheiro é de Deus, que somos apenas mordomos que devem administrar bem (e não ficar preso em dívidas). O plano de Deus para o dinheiro, além de suprir nossas necessidades, é também suprir as necessidades de outros por nosso intermédio e sustentar o ministério de Deus no mundo.

"De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" (1 Timóteo 6:6-10).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jesus, o Fulano e eu

Cheguei animado a uma cidade perto de Bauru, para uma reunião, e a primeira pessoa que eu encontrei perguntou: "E o Fulano, não veio? Ele não tinha dito que viria hoje?". Tentei explicar que Fulano não pôde comparecer e que eu estava representando-o, mas foi em vão. Precisei aguentar aquela expressão fechada durante todo o encontro, como se eu tivesse feito algo errado. Justo eu que só queria ajudar a outra pessoa que teve um contratempo.

Não são poucas as vezes que somos incompreendidos e até rejeitados. O problema é a maneira como lidamos com isso. Um extremo é considerar-se superior ("Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira" - Salmos 40:4), o outro é pensar que sou um coitadinho, que não tenho espaço, que tudo acabou para mim. É preciso que haja equilíbrio ("Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um" - Romanos 12:3).

Olhando para Jesus vemos que Ele fez o que precisava ser feito e não foi detido pelos comentários negativos (e nem positivos). Imagine ser rejeitado pelo seu próprio povo, Israel, ou mesmo por aqueles que foram beneficados por seus milagres. Jesus sabia que isto aconteceria e até preparou os seus discípulos: "Então, começou ele (Jesus) a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse" (Marcos 8:31).

Quando escutei "e o Fulano não veio?" parece que ganhei uma força extra, um ânimo novo, e me lembrei que, na verdade, a minha presença naquela casa não era tão importante, mas que Jesus precisava ser reconhecido lá. E como eu O tenho em minha vida e sou um embaixador dEle, as pessoas precisavam ouvir o que o "rejeitado" tinha a dizer. Termino com o apóstolo Paulo, que é mestre neste assunto: "...pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo" (Efésios 6:20).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Big Brother da vida cristã

Estava posicionado para tirar uma foto quando alguém atrás de mim disparou: "Isto está parecendo o Big Brother". A pessoa se referia àquele programa de televisão onde as pessoas ficam confinadas e as várias câmeras mostram o dia-a-dia dos participantes. Mas eu estava numa reunião da comunidade cristã que frequento. E, mesmo assim, não deixei de registrar o momento. Aquele sentimento demonstrava talvez a preocupação da foto cair na rede social ou ser publicada num jornal interno. É um exemplo, no meu entendimento, de como preferimos passar anônimos diante dos fatos e dos acontecimentos.

Os cristãos (pequenos Cristos) são a luz do mundo, como disse Jesus: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:14-16).

Sei que naturalmente as pessoas são intimidadas pela câmera fotográfica ou filmadora. Começamos a gravar as reuniões aos domingos para a TV CMC e quando alguém percebe que está sendo focado a expressão muda na hora. No entanto, se formos pensar bem, estamos sendo observados a todo momento, mesmo quando não há uma câmera apontada para nós.

Por isso é que o autor de Hebreus nos transmite a ideia de que uma multidão assiste à nossa corrida espiritual: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:1 e 2).

Acho que não é nenhum exagero dizer que estamos no Big Brother da vida cristã, pois além da sociedade nos observar, não podemos esconder nada de Deus: "Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons" (Provérbios 15:3). O salmista Davi reconhece: "SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos" (Salmos 139:1-3).

Quando o profeta Zacarias tem a visão de um candelabro de ouro, com sete lâmpadas e sete tubos, o anjo explica: "Aqueles sete olhos são os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra" (Zacarias 4:10). Nem a melhor câmera já fabricada pelo homem enxerga com tanta perfeição e tão longe. Por isso, viver Jesus é um show para toda a humanidade, com o próprio Cristo nos vendo e estando conosco.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Os planos de Deus e os nossos

Preparei o fundo de minha casa pensando no fim do ano. Mandei fazer uma área cimentada para a molecada jogar basquete. Ficou do jeitinho que eu pensava. Impermeabilizei o piso, cortei a grama, instalei holofotes para o caso dos esportistas avançarem pela noite. Eu só não contava com uma situação: a chuva. Com o piso impermeabilizado, a quadrinha vira um sabão...

A minha esposa e as outras mulheres da família são ótimas cozinheiras e das mãos delas saíram pratos deliciosos. Bacalhau com natas, massas, pães, etc e etc. Mas um pouco antes do jantar da virada, um dos participantes precisou ser levado ao pronto-socorro, pois começou a passar mal. Depois disso, a comida saborosa já não tinha o mesmo gosto.

Alguns podem pensar que esta não é a melhor maneira de começar um ano, mas quem é que pode prever estas situações, senão o próprio Deus? A verdade é que "o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR" (Provérbios 16:1).

Tiago, em sua epístola, nos lembra que a vontade soberana de Deus sempre vai prevalecer. E que nós devemos procurá-la: "Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:13-15). Que assim seja em 2012.