sábado, 21 de janeiro de 2012

Socorro que vem do santo céu

Reprodução do Jornal da Cidade de Bauru, 17/01/2012
"Eu estava na última fileira e quando o ônibus tombou as pessoas começarama a cair em cima de mim e alguns bancos também me atingiram. Foi um desespero. A minha bolsa abriu e o celular caiu na mão de uma colega minha, que ainda conseguiu ligar para pedir socorro e avisar o meu marido. Estava tudo escuro na hora do acidente. Graças a Deus estou viva, assim como os outros passageiros".

Este testemunho eu ouvi de uma senhora que mora a 50 km de Bauru, em São Luiz do Guaricanga. Ela pega o ônibus todos os dias, às 5h30, em direção a Bauru, onde trabalha. Só que chovia muito numa das madrugadas no começo deste ano quando ocorreu o acidente. O veículo tombou no acostamento da rodovia Marechal Rondon, depois de bater num caminhão. O caminhonheiro fugiu sem prestar socorro. Ela não quebrou nenhum osso e nem se cortou. Só está sentindo as dores das batidas.

A senhora contou que apenas uma pessoa se feriu com mais gravidade. A irmã dela, com o rosto cheio de hematomas e o nariz inchado, também falou do livramento: "Conforme as pessoas foram saindo do ônibus, eu não acalmei enquanto não vi a minha irmã. Foi um alívio encontrá-la. Só depois percebi que meu nariz não parava de sangrar".

Depois do acidente, ao visitar esta família, abri nos Salmos 20 e comecei a lê-lo para as duas mulheres. Aquelas palavras saltaram aos nossos olhos, como se tivessem acabado de ser escritas: "O SENHOR te responda no dia da tribulação; o nome do Deus de Jacó te eleve em segurança. Do seu santuário te envie socorro e desde Sião te sustenha. Lembre-se de todas as tuas ofertas de manjares e aceite os teus holocaustos. Conceda-te segundo o teu coração e realize todos os teus desígnios. Celebraremos com júbilo a tua vitória e em nome do nosso Deus hastearemos pendões; satisfaça o SENHOR a todos os teus votos. Agora, sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele lhe responderá do seu santo céu com a vitoriosa força de sua destra. Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus. Eles se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé. Ó SENHOR, dá vitória ao rei; responde-nos, quando clamarmos" (Salmos 20:1-9).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

De todas as tribos

Ficamos muito impressionados quando ouvimos sobre um milagre que Deus fez. Mais extasiados ainda quando presenciamos algo sobrenatural. A ação que para nós é surpreendente, para Deus é natural, faz parte da Sua essência. Tive uma experiência assim recentemente. Quando estive em uma aldeia dos índios caiuás, no Mato Grosso do Sul, no ano passado, vi um menino que não conseguia andar recuperar todos os movimentos das pernas, logo após a oração. Agora fiquei sabendo de outra criança curada, que não tem mais problemas de crescimento e nem de fala.

Este é o bebê que agora cresce normalmente, nos braços de Hérica

E o que eu vou contar agora é mais um fato impressionante. Uma índia grávida foi levada da aldeia para o hospital da cidade mais próxima. O médico que a atendeu constatou que o parto normal seria inviável e que uma cesariana oferecia elevado risco de morte para a mulher ou para a criança. Ele, então, decidiu adiar o parto, para estudar o procedimento adequado. Logo advertiu as enfermeiras sobre a gravidade do caso.

Quando ficou sozinha na sala de cirurgia, a índia – que sentia muitas dores – pediu a Deus que, se Ele existia mesmo, preservasse a vida dela e do bebê.  Imediatamente viu uma luz intensa, que clareou o ambiente. Em seguida, percebeu que alguém, de vestes muito brancas, colocou um dos pés entre o seu peito e a sua barriga, empurrando o bebê. Quando as enfermeiras chegaram,  viram o recém-nascido, e testemunharam o milagre: ambos sobreviveram.
Assim, através de curas e milagres, o evangelho do Rei Jesus está chegando à tribo dos caiuás, mas é preciso que chegue a outras aldeias que ainda não O conhecem, para que Ele volte logo e se cumpra a visão do apóstolo João, descrita no livro de Apocalipse: "Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação" (Apocalipse 7:9 e 10).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

É mesmo um privilégio!

A 84 km de Fortaleza, capital do Ceará, está a cidade de Baturité, com pouco mais de 30 mil habitantes. A serra ocupa 40% do município, com lindas cachoeiras no percurso da Mata Atlântica. No alto da serra fica o Mosteiro dos Jesuítas, uma construção muito bonita, em pedra tosca, projetado por um arquiteto francês, em 1924. Fiquei olhando aquela exuberância toda do prédio, cercado de coqueiros, com uma vista privilegiada para a cidade. Por um instante passou pela minha cabeça a ideia de que seria mais fácil encontrar Deus ali do que em outro lugar qualquer que eu pudesse enxergar. Mas rapidamente concluí que este era, e é, um pensamento falho.

Fazemos algumas associações que tem a ver com nossas experiências religiosas, mas não sendo bíblicas, também não correspondem à verdade. O livro de Atos registra o discurso de Estevão, pouco antes de sua morte. E ele faz uma advertência ao povo: "Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?" (Atos 7:48-50).

Logo depois vem o apóstolo Paulo, quando está em Atenas, na Grécia, e manda bala: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração" (Atos 17:24-28).

Por mais bonito que seja o templo, o salão, a construção, certamente não é a casa de Deus. Pode ser lindo, de mármore, de ouro, de marfim, de pedras preciosas, uma beleza a ser apreciada, mas nada de casa de Deus. Por mais paradoxal que pareça, os que crêem em Cristo passam a ser morada, templo, habitação do Espírito Santo. Portanto, Deus está em nós pelo Espírito: "Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito" (Atos 2:19-22).

Então, que responsabilidade, não é? E que privilégio!




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

De olho nas cegonhas






Quem já não ouviu falar que foi a cegonha que trouxe o bebê? Vi algumas destas aves bem de perto - e as fotografei (pelo menos tentei) - quando estive na Polônia, perto da cidade de Paslek. Fiquei reparando se alguma delas trazia no bico mais um filho ou filha para mim, que seria o terceiro, mas não foi daquela vez. Quando o salmista começa a falar da criação de Deus, ele cita a cegonha: "Avigoram-se as árvores do SENHOR e os cedros do Líbano que ele plantou, em que as aves fazem seus ninhos; quanto à cegonha, a sua casa é nos ciprestes" (Salmos 104:16 e 17).

As cegonhas que achei não estavam num cipreste, mas num ninho bem alto sobre a fiação elétrica. E elas têm algumas características interessantes, como a monogamia, que pressupõe a fidelidade, o intenso cuidado com seus filhotes e também com as aves mais velhas.

Lembrei das cegonhas porque eu e alguns familiares jantamos recentemente com uma amiga que mora na Polônia. E ela está ansiando pela visita da cegonha. E a melhor época para elas trabalharem na entrega dos bebês por aqueles lados é no verão: "Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do SENHOR" (Jeremias 8:7).

Pois é, o final deste versículo mostra que a cegonha sabe diferenciar as épocas, a mulher entende quando chega a hora do parto, mas muitos de nós não discernimos que os sinais que anunciam a volta de Jesus estão cada dia mais claros. Então, vamos dar mais atenção às cegonhas?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mais doces que a rapadura

Foi em Barbalha, no Ceará, que conheci um engenho de rapadura, daqueles ainda artesanais, de dar água na boca. Costumo brincar que a rapadura é doce, mas não é mole. Mas vi de perto que tudo começa na forma líquida, o caldo de cana, até chegar a parecer uma barra de ouro. São muitas horas no fogo, movimento constante nos tachos e funcionários conscientes da tradição da cultura da cana-de-açúcar.

Na Bíblia, usa-se a figura do mel para ilustrar algo doce, mas se a região do Cariri cearense já fosse conhecida nos tempos do rei Salomão, a melhor comparação seria a rapadura. Então, alguns versículos ficariam assim: "Palavras agradáveis são como favo de mel (rapadura): doces para a alma e medicina para o corpo" (Provérbios 16:24); "Filho meu, saboreia o mel (rapadura), porque é saudável, e o favo (caldo de cana), porque é doce ao teu paladar" (Provérbios 24:13).

Conjecturas à parte, o salmista Davi ensina que há fundamentos da nossa vida cristã que são muito mais importantes, e doces, do que o mel, os favos ou as rapaduras:"A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos (Salmos 19:7-10).







segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fé x pessimismo

"Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Marcos 11:22 e 23)

Todo ser humano deseja ter a sensação de estar com a vida sob controle (e não só a sensação). Ninguém gosta de se sentir fraco, derrotado, ou mesmo inseguro e dependente de alguém. Às vezes, encaramos nossas dificuldades como se não houvesse mais solução. 

A verdade é que nos envolvemos demais com os nossos problemas. Pensamos tanto a respeito deles que acabamos familiarizados com cada detalhe. Começamos a dar-lhes muita importância, de forma que começam a parecer maiores do que realmente são. Então, acrescentamos outros ingredientes: ressentimento, auto-piedade, medo de que algo pior nos aconteça, desesperança.

Somos influenciados pelo pessimismo que predomina na nossa sociedade. Estamos propensos a ver as coisas no seu aspecto mais desfavorável. Há uma mentalidade negativa que contagia, que projeta o mal. A manifestação disso está no desengano da vida, nas queixas de tudo, na desconfiança que temos nas pessoas, nos relacionamentos.

Quando Jesus não está no centro das nossas vidas, nos sentimos desencorajados, sem esperança. E Jesus nos ensina como combater essas atitudes pessimistas, fatalistas e derrotistas. A resposta não é o otimismo, que também é uma forma humana de ver as coisas, mas a e a CONFIANÇA EM DEUS.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Uma missão bem cumprida

Entre tantos personagens bíblicos inspiradores, gosto muito de João Batista, que foi levantado como mensageiro de Jesus, para preparar o caminho do Senhor, e pregava o batismo de arrependimento para remissão de pecados. Pregava a vinda de Cristo.

Quando começo a olhar para a vida de João Batista, encontro um homem que amava os perdidos, sabia o que era o principal, o que queria. Tinha uma causa a defender. E morreu por esta causa, decapitado. Ele foi considerado por Jesus como o maior membro da sucessão profética. “Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior que João, mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Lucas 7:26-28;16:16).

João foi um instrumento poderosamente usado por Deus em virtude dele mesmo saber quem era e reconhecer os seus limites e sua dependência do Senhor. A Bíblia diz que ele não operou nenhum sinal (João 10:41), mas que cumpriu cabalmente o seu ministério, completou a sua carreira (Atos 13:25).

Ele entendeu muito bem a ordem correta das coisas. Soube se colocar no lugar certo, compreendendo que Cristo é o Noivo e ele o amigo (João 3:29). Tinha uma vida tão comprometida com Deus e com seu reino que foi confundido com Cristo muitas vezes, como também Cristo foi confundido com João(Mateus 14:2; 16:14; João 1:19-28).

João Batista não era o profeta, mas apenas um profeta. Ele não tinha dúvida quanto a isso. A exclusividade pertencia a Jesus, o Messias. João estava com dois de seus discípulos e ao ver Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. Os discípulos ouviram isto e seguiram a Jesus.

Todas as coisas no universo devem estar voltadas para Cristo. Ele deve ser exaltado por tudo e por todos. Ele é o centro. Quando Jesus chega na nossa vida, ele passa a ser o nosso dono. O Espírito Santo assume o controle e passa a derramar o amor de Deus no nosso coração. E um dos efeitos desse amor é a preocupação com as pessoas.

O apóstolo João trata insistentemente do amor em sua primeira epístola. Ele chega ao ponto de afirmar que o amor pelo próximo é uma das provas genuínas da conversão. E isto é muito sério. “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1 João 3:14). Indo mais longe, João afirma que é impossível amar a Deus sem amar as pessoas e se entregar por elas. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e que devemos dar a nossa vida pelos irmãos”. (1 João 3:16).

Ao ler estas passagens, somos levados a refletir se temos buscado os nossos próprios interesses ou não e se somos autênticos filhos de Deus, com vidas realmente transformadas por Ele. Quando pensamos em nós, percebemos que estamos devendo amor. E o que o inimigo de Deus quer é que nos sintamos vencidos quando falamos em evangelismo. O diabo quer minar a nossa fé e quer colocar em dúvida autoridade do próprio Deus.

Mas, para aqueles que desejam, o Espírito Santo derrama mais e mais amor, pela sua imensa misericórdia. É maravilhoso saber que há um Deus cheio de amor para dar!