domingo, 12 de fevereiro de 2012

Que tal começar?

"Porém eu, ó Deus Eterno, faço a minha oração a Ti. Ó Deus, responde-me quando achares por bem, pois me amas muito! Salva-me como prometeste" (Salmos 69:13).

Este é o texto que leio de segunda a sexta-feira, no começo da tarde, após um período de reflexões e orações, no escritório onde passo boa parte do meu dia. É claro que já o decorei, e isso me incentiva a observar com calma cada parte. Há vários elementos neste versículo que devemos prestar atenção:

- a quem me dirijo? Ao Deus Eterno.
- qual minha relação com Ele? Tenho comunhão, através da oração.
- faço alguma exigência? Não, pois sei que o Senhor tem o tempo certo para tudo.
- o que mais eu sei? Que Ele me ama muito.
- então, o que desejo? A salvação, como prometido.

Fica claro que devemos buscar em Deus a resposta que não temos, a solução que não podemos desenvolver sozinhos ou a direção que tanto procuramos. O fato é que a iniciativa deve ser nossa, para que Deus possa providenciar o que precisamos.Que tal começar?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Uma tempestade tropical, várias lições

Pela primeira vez neste ano tinha conseguido reunir a família para fazer um exercício físico conjunto no fim da tarde. Eu e minha esposa caminhando e os meninos pedalando. Enquanto os dois iam de bicicleta à frente, nós gritávamos para terem cuidado com as esquinas, com os carros em alta velocidade, aquela coisa de pais precavidos. Fazia muito calor, uma quentura que já vinha de alguns dias. Até esperava uma chuva, mas não imaginava que aquela tarde teríamos uma experiência com tantos significados diferentes.

Começou a chuviscar, os pingos foram crescendo de tamanho, de intensidade, os ventos aumentaram e quando percebemos estávamos no meio de uma tempestade tropical. Tudo muito rápido. Os meninos não conseguiam avançar porque já não enxergavam nada à frente e eu pensando onde iríamos nos proteger. O bairro não ajudava muito nesta busca porque tinha poucas casas e um muro enorme de um clube esportivo. Só era possível ver as árvores balançando.

Este clube tinha um portão grande, na lateral, que estava aberto e serviu de abrigo para nós. Como a chuva vinha com uma certa inclinação, nos escondemos atrás dele por um tempo, até quando aguentamos suportar a força com que o portão era empurrado pelo vento. O meu filho mais novo começou a chorar, assustado, enquanto o primogênito achava tudo uma grande aventura, como ele sempre tinha sonhado, ainda mais andando de bicicleta. A mãe, apavorada, só queria que aquele pesadelo terminasse logo.

Foi então que decidimos invadir o clube, pelo portão dos fundos mesmo, para procurar abrigo. Pisamos a estrada de terra toda encharcada, entramos pela cozinha - os funcionários até assustaram - e atravessamos o salão que estava sendo preparado para o baile antecipado de carnaval. Assim como a chuva veio rapidamente, foi embora depois de alguns minutos, deixando um rastro de sujeira.

No caminho de volta, várias casas destelhadas, moradores olhando a enxurrada, objetos arrastados pelo vento e um grande alívio de voltar para casa, que estava sem energia elétrica e molhada em alguns cômodos, pois tínhanos esquecido as janelas abertas.

Embora, num primeiro momento eu tenha pensado que a chuva poderia ter sido mais branda, a situação me fez admirar ainda mais o poder de Deus. Imediatamente lembrei-me de Jó. Enquanto ele contendia com Deus pelos acontecimentos na sua vida, o Senhor pergunta a ele, como se estivesse perguntando a nós também: "Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra? Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui? Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro? Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar, para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?" (Jó 38:33-38).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Onde os holandeses caíram

O Forte de Mont Serrat, em Salvador, foi palco de importantes batalhas entre Portugal e Holanda, no período colonial. O guia de um passeio que fiz pela cidade explicou que a derrocada dos holandeses se deu naquele lugar, de frente para a Baía de Todos os Santos. Foi quando alguém perguntou: "Não teria sido melhor os holandeses terem vencido e permanecido no Brasil?". O fato é que todos os missionários, de origem protestante, que acompanhavam os conquistadores da Holanda, foram mortos ou expulsos. Só 200 anos depois outros missionários não católicos conseguiram pisar de novo em solo brasileiro.

Encontrei um texto de Alderi Souza de Matos que explica um pouco melhor a presença dos holandeses no Nordeste:

"Depois de uma árdua guerra contra a Espanha, a Holanda calvinista conquistou a sua independência em 1568 e começou a tornar-se uma das nações mais prósperas da Europa. Em 1621, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais com o objetivo de conquistar e colonizar territórios da Espanha nas Américas, especialmente uma rica região açucareira: o nordeste do Brasil. Em 1624, os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte. Finalmente, em 1630 eles tomaram Recife e Olinda e depois boa parte do Nordeste.

O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou o nordeste de 1637 a 1644. Nassau foi um notável administrador, promoveu a cultura, as artes e as ciências, e concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos residentes católicos e judeus.

Sob os holandeses, a Igreja Reformada era oficial. Foram criadas vinte e duas igrejas locais e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). A Igreja Reformada realizou uma admirável obra missionária junto aos indígenas. Além de pregação, ensino e beneficência, foi preparado um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução da Bíblia e a futura ordenação de pastores indígenas.

Em 1654, após quase dez anos de luta, os holandeses que conseguiram sobreviver foram expulsos, transferindo-se para o Caribe. Os judeus que os acompanhavam foram para Nova Amsterdã, a futura Nova York".

Pois é, mas não podemos esquecer que o destino de todos os países é dirigido pelo nosso poderoso Senhor: "Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono" (Salmos 47:8). Ele sabe os tempos, conhece os propósitos e não desiste dos nordestinos e de todo o povo brasileiro: "Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade" (Salmos 100:5).






quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Certeza da sua convicção"


Brasil, Espanha, um país muçulmano e agora outro que também não posso revelar, muito menos o nome do bravo e corajoso irmão. É a rota, por enquanto, de um missionário daqueles desbravadores, cheio de entusiasmo, que conheci na Espanha. Depois passamos alguns dias juntos em Portugal. Ele foi para Lisboa assim que a polícia de um dos locais onde passou o intimou, e o intimidou, a deixar o país em 48 horas, sob pena de prisão. A acusação era de fazer proselitismo, ou seja, tentar converter os muçulmanos ao cristianismo. Na verdade, ela anunciava a pessoa de Cristo, a boa notícia que chegou para aquele povo sofrido.

Numa das conversas que tive com este missionário, anotei algumas frases que me impactaram muito na época, e que ele compartilhou como parte da experiência que teve no deserto do Saara:

- "O missionário precisa ter certeza da sua convicção".
- "Quando a tribulação vem, o que nos sustenta é a comunhão com Deus".
- "Fracasso e sucesso em missão são relativos".
- "O missionário precisa ser colocado diante das dificuldades que vai enfrentar, para aprender a conviver com elas".
- "Os meus maiores problemas no campo não vieram do campo, mas do Brasil, da minha igreja".
- "Jesus pediu para orar a fim de que fossem enviadas mais pessoas, mas não há texto para pedir sustento financeiro ".
- "Quem te chamou? Não é o pastor, não é a situação, não é a organização, mas Deus, que tem o controle de tudo".
- "A mensagem é pregada não só com palavras, mas com as vidas, testemunho".
- "Pecado é pecado em qualquer cultura. Há fatos culturais que temos que nos adaptar, mas ao pecado não".

Acho que cada uma destas frases merece uma reflexão nossa. Este missionário, que tanto me inspirou e inspira, está arriscando a sua vida e dos seus familiares por amor a Cristo. Sem dúvida, ele está convicto do que quer, tem certeza do Deus no qual crê, sabe quem cuida de sua vida e não abre mão desta intimidade com o Senhor!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sem ressentimentos

Textos claros, simples, objetivos. Nem sempre que consigo escrever assim, fico satisfeito. Tem a ver com a minha motivação, que pode estar errada. Algumas vezes escrevi para contrariar alguém, ou para provar que sou capaz, ou para provocar, ou com raiva, ou isto ou aquilo do meu interesse. Um dia cheguei ao limite do estresse, tive uma crise de pressão alta e percebi que não valia a pena viver assim.

A verdade é que precisamos investir nos nossos relacionamentos, embora, na maioria das vezes, sejamos frustrados ou frustremos alguém. E lidar com essa frustração é que vai fazer a diferença. Porque somos falhos, vamos nos magoar uns aos outros. Alguém falou estes dias, e concordo, que só somos traídos pelos mais próximos, que estão bem ao nosso redor, que gozam da nossa confiança, que frequentam a nossa casa.

Recentemente eu, que sou brincalhão, fiz um comentário com um rapaz chegado, que reagiu muito mal, mas muito mal mesmo. A conversa ficou tão estremecida que tentava encontrar uma saída mas não conseguia. Fiquei inconformado com o rumo daquilo. Dias depois, ele me pediu desculpas e resolvemos a pendenga.

Pois é, o perdão resolve, mesmo, sempre. É um santo remédio. E quando não acertamos situações, levamos a pessoa envolvida para todo e qualquer lugar. Não adianta fugir, mudar de cidade, de emprego. Hoje, julgo que estou livre para expressar as minhas ideias. E acho isso muito bom! 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coração de amigo

"O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos" (Provérbios 15:30).

De moleques cheios de sonhos a pais de família. Como que num piscar de olhos o tempo tanto nos faz crescer quanto nos leva para longe de pessoas queridas. Quando ocorre o reencontro, há muita festa e parece que um ânimo novo toma conta da gente.

Depois de mais de 20 anos, pude olhar novamente para o amigo que me anunciou que Jesus vive. No Mirante Dona Marta, no Rio de Janeiro, praticamente entre as nuvens, que nos impediam de ver o Cristo Redentor, nossos filhos corriam juntos, as esposas conversavam, e nós matávamos saudade daqueles tempos quando queríamos ser jogadores de futebol profissionais.

Os cabelos se foram, a barriga cresceu, mas o prazer de olhar para quem nos quer bem é algo memorável. Já tinha vivido esta experiência em Fortaleza, quando abrecei um grande amigo que conheci na cidade de Ourinhos. Agora, novamente aquele sensação boa, de vitória, de título conquistado!

O passeio aos pontos turísticos do Rio de Janeiro foi frustrado pelo mau tempo. No entanto, o que importa isso diante da experiência de conversar com alguém que há muito não era possível? Espero que o próximo encontro não demore tanto...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Está aí a solução

Após alguns dias de viagem - e nem foram tantos assim -, tive algumas surpresas ao chegar em casa. Nem o telefone fixo, nem a internet e nem a tv a cabo estavam funcionando, e também a bateria do meu carro descarregou. Imediatamente peguei o celular (ou telemóvel, como dizem os portugueses) e logo estavam todos os contatos feitos para solucionar os problemas.

Recorri à seguradora do veículo e à operadora de tv a cabo, que logo providenciaram reparos. O carro já está ok, mas ainda o telefone, a internet e a televisão aguardam o conserto. Fiquei pensando como é bom nestas horas ter a quem procurar, mesmo que estejamos pagando por estes serviços.
Quanto melhor é buscar ajuda naquele que nos oferece de graça a Sua ajuda, o Seu apoio, o Seu consolo, a Sua força, que é o criador de todas as coisas, o Todo-Poderoso, o único Deus vivo, Aquele que conhece nossos sofrimentos e angústias e está sempre pronto a saciar a nossa sede, mesmo quando não percebamos nossa miséria…

Imagine então agradecê-Lo pela vida, pela família, pelo sustento, pela direção, pela proteção, pela saúde, pelo amor infinito, por tudo aquilo que nos lembramos e ainda milhares de outras coisas que recebemos sem merecer!