quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sede? Nunca mais!

"Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Salmos 63:1).

Assim como a água é essencial para a vida física, assim também a presença de Deus é essencial para nossa vida espiritual. Deus nos criou com uma necessidade que só Ele pode satisfazer. A pessoa sem Cristo tem a alma vazia e começa uma corrida desvairada atrás de algo que possa preencher esse vazio: dinheiro, sexo, poder, entretenimento. Uma frase de Agostinho mostra bem isso: “Tu nos fizeste para ti mesmo e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em Ti”.

Todo homem tem um vácuo que é o tamanho de Deus, isso quer dizer que só Ele pode preenchê-lo. Precisamos nos conscientizar da nossa real necessidade. Possuidores da imagem de Deus e criados para gozar de comunhão com Deus e desfrutar de tudo que ele fez, temos “sede” disso, desejando recuperar o que perdemos com a queda. Mas como raça humana decaída, que afirma sua intenção de encontrar vida à parte de Deus, criamos estratégias inúteis, tentando encontrar a satisfação desejada.
Todos ansiamos por um tipo de relacionamento e um nível de atuação que nenhum ser humano pode nos proporcionar. Por natureza, desejamos o amor infinito de um Ser que não nos pede nada em troca. Somente Deus pode dar-nos aquilo que nossa alma mais deseja. E nos momentos em que a dor é mais intensa, não há nada que nos satisfaça. Sentimos a vida como que a escapar-nos entre os dedos. Sem esse Alguém que nos ama, e sem uma atividade realmente importante, a vida se tornar uma experiência indescritivelmente dolorosa, que só desejamos evitar, distorcer ou negar.
Para que Deus enviou seu filho ao mundo? “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17).
Que Jesus fez por nossos pecados? “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).
Só Jesus pode nos salvar? “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Que palavra tem o mesmo significado de crer? “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome” (João 1:12).
Aqueles que não buscam em Cristo a satisfação interior experimentam um sofrimento de alma que incessantemente os impulsionam a buscar um alívio imediato. Quando não gozamos de um relacionamento profundo com Deus, os prazeres físicos (sexo e comida) e os intelectuais (a fama ou a posse do poder) constituem uma imitação da verdadeira vida.

Mas o que se encontra com Cristo, é saciado: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre” (João 4:14).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O santuário na visão de Paulo

A Basílica de São Paulo Fora dos Muros é a segunda maior de Roma e acredita-se que o corpo do apóstolo Paulo esteja enterrado ali. Impressiona a fachada, que mais parece um painel dourado. No dia em que a visitei, havia um coral gregoriano se apresentando. Com uma acústica excelente, aquele som ecoava por toda a extensão do prédio.


Fiquei pensando em quando o apóstolo chegou à Grécia: "Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas" (Atos 17:22 e 24).

Em Portugal, é também impressionante a nova basílica construída em Fátima. Uma construção circular, sem pilares no interior, com 125 metros de diâmetro, 15 metros de altura e com 12 portas laterais, cada uma dedidaca a um apóstolo.




Segundo Paulo, os que creem em Cristo são a igreja, o templo de Deus. Não é questão de prédios, de construções enormes, mas algo ocorre dentro de nós quando recebemos a Jesus como nosso Senhor e Salvador. É isso que o apóstolo Paulo, afirma aos Coríntios, orientando-os a cuidar do próprio corpo: "Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo" (1 Corínitos 6:19 e 20).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Coisa de maluco

O trânsito está ficando cada vez mais complicado e o desrespeito dos motoristas não para de aumentar. Cada vez que saio às ruas é uma verdadeira aventureira. Como tem gente apressada, que ameaça passar por cima, balança o veículo para um lado e para o outro, dá sinal de luz, grita e xinga. Tudo isso para ultrapassar em velocidade e parar ao seu lado no próximo farol.

Era domingo e eu estava com a família no carro, no centro de Bauru. De repente, um taxista começou a buzinar atrás de mim e a gesticular. Foi quando percebi que o sinal estava verde, o que acabara de acontecer. Logo dei passagem ao taxista, pois imaginei que ele transportava alguém doente ou coisa parecida. Ele passou cantando os pneus e parou uns 30 metros à frente de mim, para pegar uma passageira. Ouvi a mulher dizer: "Fulano, sempre no horário. Parabéns". Hum, fiquei com uma vontade de gritar algo para eles pela janela do meu carro, mas resisti.

É uma tremenda falta de respeito o que se vê hoje nas ruas. E quando o veículo é grande então, no caso de caminhões, pior ainda, porque os caras se acham mesmo superiores em todos os aspectos. E não deixa de ser verdade, pois no caso de uma batida, o caminhão sempre vai prevalecer. Portanto, no trânsito vale continuar prudente, cuidadoso, zeloso, precavido. Quem age assim, com certeza vai sair ganhando. Ou, pelo menos, viverá mais.

Ah, e quando se trata então de pedestres, sai da frente. Só existe um lugar na cidade onde a faixa é respeitada: em frente a um supermercado na zona sul. Bem, e de vez em quando um motorista cabeçudo põe tudo a perder, como se estivesse furando um cerco policial. É, parece que vai demorar muito para sermos civilizados nesta área.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O passado está bem presente

O estádio não mudou quase nada, os vendedores de paçoca são os mesmos, assim como os sorveteiros e pipoqueiros. As caras dos conhecidos na arquibancada, que gostam de futebol, seguem iguais. Os repórteres nas rádios continuam com aquele discurso de anos atrás. O time tenta mais uma vez o acesso à Primeira Divisão. E este clima de nostalgia me leva, com meu pai e filhos, a assistir a uma partida no clube onde já fui atleta e também trabalhei como jornalista.

Por que a gente acha que as coisas precisam evoluir, sempre melhorar? É tão bom quando se conserva algo que tem importância histórica, pois assim as outras gerações podem avaliar quais foram os nossos sentimentos e até sofrimentos. Não é a toa que modas antigas sempre voltam, que carros velhos são apreciados, que as lojas de móveis usados se multiplicam. 

Numa dessas lojas encontrei uma cama de ferro, daquelas que não existem mais. Com um detalhe de madeira encravado na cabeceira. Quem entra no quartinho do fundo de minha casa não deixa de apreciar aquele achado. Aquilo vai durar muito, até eu enjoar e doar, ou mesmo levar para outra loja de antiquários.

Deve ser por isso que sempre que vejo um casarão, daqueles de décadas passadas, fico abismado. Deve ser por isso também que me encanto por veículos antigos. Vai ver que é por isso ainda que o lugar de Salvador, na Bahia, que mais gostei é o centro histórico, com lugares como os das fotos aí abaixo.











quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fazendo o que é certo

Logo cedinho, após deixar as crianças na escola, lá fui eu cortar o cabelo. Desta vez, cheguei primeiro que o meu barbeiro. Naquele salão são três gerações trabalhando juntas (leia a reportagem Tradição Familiar). Senti a falta do patriarca e recebi a explicação de que este ano ele deixou o ofício. O filho e o neto agora o ajudam financeiramente, porque o valor recebido da aposentadoria é muito baixo e só dá para pagar o plano de saúde.

O filho ainda expôs que, dias atrás, a sua mãe (esposa do barbeiro-mestre) caiu e se machucou. Por conta disso, ele adiou uma cirurgia que precisava fazer nas pernas. Portanto, o homem agora cuida dos pais, colabora no sustento deles e ainda da sua família, e aguarda a oportunidade de dar uma melhor atenção à saúde. É um grande exemplo de abnegação, um sacrifício tremendo.

Em Portugal, vi idosos serem rejeitados pelos filhos, e não vou dizer que isto não aconteça também no Brasil, pois é um problema do ser humano. Mas os que dão a atenção que os seus queridos merecem, viverão mais: "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Êxodo20:12).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Jesus, o craque do meio-campo

Não é nada fácil mediar uma situação de conflito. Entrar em questões de marido e mulher, patrão e empregado, pais e filhos, é sempre uma loteria. Pode acontecer de tudo, inclusive sermos nocauteados. Esta semana me vi em uma daquelas divididas de tirar o fôlego. Nestas horas a boa intenção é desconsiderada e o que prevalece são os interesses particulares.

Isso engrandece ainda mais o que Jesus fez na cruz, tornando-se mediador entre nós, pecadores, e Deus. Precisamos reconhecer os méritos de Cristo, que ficou ao lado de quem não tinha razão alguma e nos elevou a uma posição que jamais alcançaríamos sozinhos. Ele assumiu a nossa culpa para nos dar condições de nos relacionarmos com o Pai e herdarmos a vida eterna.

Então, precisamos crer que, em qualquer confronto, a ação do Espírito Santo traz a solução que está dentro da vontade soberana de Deus e que, eventualmente, pode se encaixar no que as pessoas pretendem receber. Pois é, nem sempre o querer de Deus coincide com o nosso. Resta-nos a esperança de sermos úteis para abençoar a quem quer que seja.

Temos de ser homens e mulheres de paz. É difícil brigar com um pacificador. Podem ofendê-lo, mas ele perdoa e ama; quando atacado, não reage; quando lhe falam irado, ele responde com tranquilidade. O pacificador perdoa, cede, prefere perder, devolve bem por mal. Quem de nós é assim? Eu só conheço um, Jesus.

Em Mateus 5:9, Jesus ensina que devemos procurar ser como Ele: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus". Portanto, é possível nos transformarmos num ponto de reconciliação entre os que estão brigados, buscar a paz e a unidade entre os irmãos. Os tais são chamados filhos de Deus!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os churros e a "carreta"

Vi uma fila enorme e fiquei curioso para ver o que se passava. Fui me aproximando e perguntei para a vendedora de churros, beneficiada por aquele tanto de gente, o motivo de tamanho movimento. Era domingo, fim de tarde, após um período de chuvas fortes. A mulher - que me vendeu os churros mais saborosos que já havia comido - explicou que a "carreta" passaria por ali em instantes para levar o pessoal a um passeio.

Fiquei pensando que estacionaria naquele local um daqueles tratores transformados em trenzinhos, que vão tocando música da Xuxa, com alguém vestido de cachorro ou gato para animar a criançada. Talvez um serviço da prefeitura, de graça, em época de carnaval. Quando terminei de comer os churros, que tinham massa amarelinha de tantos ovos, fui embora sem ver a tal "carreta".

Ao virar a esquina, avistei a tal, na verdade um caminhão enorme, parecido com aqueles ônibus de dois andares, som alto e uma turma animada dentro. Era quase um trio elétrico. Descobri depois que o ingresso custava R$ 5,00 por pessoa para dar umas voltas pela cidade de 130 mil habitantes, a 50 km de Bauru.

É interessante ver que, mesmo crescendo, as cidades conservam suas características interioranas, que a fazem ficar tão saborosas e peculiares. Gosto disso, da simplicidade, do curtir as coisas regionais, do sentar na praça e ver como é o povo local. Mas, com certeza, não subirei na "carreta". Prefiro ficar só olhando, e comendo os deliciosos churros bem amarelinhos, que nem de recheio precisam!