O livro de Atos dos Apóstolos registra um homem, chamado Simão, que iludia o povo de Samaria com suas mágicas e que chegou a ser chamado pelas pessoas daquela cidade de "o poder de Deus, o Grande Poder" (8:10). Só que Simão encontrou um poder maior que o praticado por ele, anunciado por Felipe, que era a pessoa de Jesus Cristo, e ficou maravilhado: "O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados" (8:13).
A mudança na vida de Simão parecia notável, até que ele percebe o batismo do Espírito Santo através da imposição de mãos de Pedro e João, que foram enviados a Samaria pelos demais apóstolos. E aí vem a proposta indecente: "Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo" (8:18 e 19).
Obviamente a reação de Pedro foi dura, como deve ser a de quem leva Deus a sério: "Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus. Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniqüidade" (8:20-23).
Simão não demonstra nenhum arrependimento diante das palavras de Pedro e prefere - inicialmente -não se acertar com Deus, pedindo que Pedro e João façam isto por ele: "Respondendo, porém, Simão lhes pediu: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes sobrevenha a mim" (8:24).
Esta passagem demonstra a superficialidade com que, muitas vezes, tratamos as coisas espirituais. Demonstra também que há interesses particulares que podem interferir na nossa motivação correta de servir a Deus. Embora não nos identifiquemos prontamente com Simão, esta tem sido a atitude de muitos cristãos, que se esquivam de um relacionamento de intimidade com o Senhor, de verdadeiramente se arrependerem do pecado da rebelião, achando que podem continuar fazendo suas mágicas por aí e angariando dinheiro do povo.
A Bíblia não registra depois o que se passou com Simão, se ele se acertou com Deus ou não. Mas deixa claro o que Pedro e João continuaram fazendo: "Eles, porém, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos" (8:25).
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Perseverar, perseverar e perseverar
“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1:2-4).
Tenho aprendido que “experiência missionária chama-se perseverança”. São tantas situações novas e adversas que não podemos desesperar, mas esperar em Deus, seguir confiando! Ser paciente e perseverante é sinal de maturidade espiritual.
Tenho aprendido que “experiência missionária chama-se perseverança”. São tantas situações novas e adversas que não podemos desesperar, mas esperar em Deus, seguir confiando! Ser paciente e perseverante é sinal de maturidade espiritual.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Antes da colheita
Passei um dia como gosto, mexendo com flores, árvores, grama, terra. O trabalho começou cedo, com a poda de algumas árvores frutíferas, outras ornamentais, o corte da grama e, depois, foi só espalhar terra vegetal e adubo. Para completar, veio uma tremenda chuva, que ajudou o adubo a penetrar no solo como deve ser. Daqui a alguns dias veremos o resultado desta limpeza e da correção do terreno.
O jardineiro que me ajudava (ou melhor, eu o auxiliava) tirou as pragas do gramado, limpou ao redor das plantas e, ao final, colocou todo o lixo em sua carroça para despachar em algum lugar adequado. Desde que ele começou a resolver os meus problemas mensais no quintal, já não preciso alugar uma caçamba, pois o jardineiro vem com a carroça, e seu cavalo atrelado, para levar toda a sujeira embora.
Esta história de lixo em locais errados já me causou problemas. Eu estava em casa quando dois policiais tocaram a campainha. Eles me informaram que um vizinho tinha reclamado dos galhos que eu tinha mandado jogar na caçamba dele. Eram os galhos de uma primavera que existia no fundo de casa. Expliquei que dois rapazes viram os paus e se propuseram a tirá-los dali, por R$ 10,00. Nunca pensei que fossem colocá-los naquela caçamba. Resultado: lá fui eu tirar todos aqueles galhos e desfazer a confusão.
Agora, o meu quintal está de dar gosto. Falta só eliminar as lagartas que estão atacando os coqueiros e a palmeira. Da outra vez, consegui achar o ninho e matá-las. Agora, parecem estar em folhas bem altas e terei que usar algum veneno.
Sinceramente, acho que a nossa vida cristã precisa de umas limpezas como essa, quando tiramos as pragas, aparamos o que atrapalha e jogamos todo o lixo fora. Uma vez perdoados, adubamos nosso relacionamento com Deus e, como terra boa, ficamos na expectativa dos frutos que serão produzidos!
O jardineiro que me ajudava (ou melhor, eu o auxiliava) tirou as pragas do gramado, limpou ao redor das plantas e, ao final, colocou todo o lixo em sua carroça para despachar em algum lugar adequado. Desde que ele começou a resolver os meus problemas mensais no quintal, já não preciso alugar uma caçamba, pois o jardineiro vem com a carroça, e seu cavalo atrelado, para levar toda a sujeira embora.
Esta história de lixo em locais errados já me causou problemas. Eu estava em casa quando dois policiais tocaram a campainha. Eles me informaram que um vizinho tinha reclamado dos galhos que eu tinha mandado jogar na caçamba dele. Eram os galhos de uma primavera que existia no fundo de casa. Expliquei que dois rapazes viram os paus e se propuseram a tirá-los dali, por R$ 10,00. Nunca pensei que fossem colocá-los naquela caçamba. Resultado: lá fui eu tirar todos aqueles galhos e desfazer a confusão.
Agora, o meu quintal está de dar gosto. Falta só eliminar as lagartas que estão atacando os coqueiros e a palmeira. Da outra vez, consegui achar o ninho e matá-las. Agora, parecem estar em folhas bem altas e terei que usar algum veneno.
Sinceramente, acho que a nossa vida cristã precisa de umas limpezas como essa, quando tiramos as pragas, aparamos o que atrapalha e jogamos todo o lixo fora. Uma vez perdoados, adubamos nosso relacionamento com Deus e, como terra boa, ficamos na expectativa dos frutos que serão produzidos!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Abaixo a tirania do telelé
Dificilmente esqueço meu celular em casa, mas naquela manhã eu o deixei sobre a mesa da sala de jantar. Foi neste período que recebi duas chamadas. O homem que consertava a bicicleta do meu filho queria minha autorização para colocar algumas peças extras. Ao chegar em casa, vi as ligações, mas preferi não retornar porque à tarde, conforme combinado, eu iria buscar a bike.
Ao chegar na loja, o funcionário foi logo perguntando: "Então você é o Marcus?". Respondi positivamente, e ele emendou: "E o senhor não atende o celular?". Tentei justificar que tinha esquecido o aparelho em casa, que não retornei porque logo iria à bibicletaria, que pensei que as ligações eram para avisar que estava tudo ok... Mas o homem seguiu me fuzilando com os olhos e acrescentou: "Precisa atender o celular".
Fiquei um tanto pasmo com a repreensão, logo eu que ando com o tal sempre grudado. Parecia que eu tinha cometido um crime gravíssimo. Fui julgado e condenado em poucos segundos. É a tirania do celular. Você tem que estar disponível sempre só porque tem um telemóvel (como dizem os portugueses), ou um telelé, como aprendi na terrinha, pois é de deixar qualquer um maluco.
Tal é a imposição para manter-se ligado que nem quando as pessoas estão dirigindo elas largam do celular. Embora seja proibido falar no telefone móvel, os motoristas sempre querem dar um jeitinho, aumentando os riscos de acidentes. Enfim, parece que viramos escravos do celular. É ele quem dita o ritmo do dia. E quando, mesmo sem querer, ficamos livres deste sistema, alguém nos lembra: "O senhor não atende o celular?".
Ao chegar na loja, o funcionário foi logo perguntando: "Então você é o Marcus?". Respondi positivamente, e ele emendou: "E o senhor não atende o celular?". Tentei justificar que tinha esquecido o aparelho em casa, que não retornei porque logo iria à bibicletaria, que pensei que as ligações eram para avisar que estava tudo ok... Mas o homem seguiu me fuzilando com os olhos e acrescentou: "Precisa atender o celular".
Fiquei um tanto pasmo com a repreensão, logo eu que ando com o tal sempre grudado. Parecia que eu tinha cometido um crime gravíssimo. Fui julgado e condenado em poucos segundos. É a tirania do celular. Você tem que estar disponível sempre só porque tem um telemóvel (como dizem os portugueses), ou um telelé, como aprendi na terrinha, pois é de deixar qualquer um maluco.
Tal é a imposição para manter-se ligado que nem quando as pessoas estão dirigindo elas largam do celular. Embora seja proibido falar no telefone móvel, os motoristas sempre querem dar um jeitinho, aumentando os riscos de acidentes. Enfim, parece que viramos escravos do celular. É ele quem dita o ritmo do dia. E quando, mesmo sem querer, ficamos livres deste sistema, alguém nos lembra: "O senhor não atende o celular?".
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Nuvens, relâmpagos e trovões
Pouco mais de 50 km numa rodovia que duraram uma eternidade. A chuva era tão intensa que precisei reduzir a velocidade a uns 30 km por hora. Jamais tinha enfrentando uma situação assim na estrada. Era noite, estava sozinho e cada raio parecia cair bem ao lado do carro, de tão iluminado que ficava o céu. O limpador do vidro dianteiro trabalhou a toda velocidade, o desembaçador traseiro ficou ligado e o ar-condicionado ajudou a manter uma boa visibilidade.
"Os seus relâmpagos alumiam o mundo; a terra os vê e estremece" (Salmos 97:4). Pois eu estremecia e falava a todo o momento: "Ai meu Deus, ajude-me. Não permita que um desses atinga o veículo". Um perigo grande em situações assim é o carro aquaplanar, pois aí o motorista perde o controle da direção. Mas nada de ruim aconteceu e cheguei ao meu destino são e salvo.
No livro de Jó encontramos também algumas considerações sobre as nuvens, os relâmpagos, os trovões:
"Porque ele perscruta até as extremidades da terra, vê tudo o que há debaixo dos céus. Quando regulou o peso do vento e fixou a medida das águas; quando determinou leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões, então, viu ele a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a e também a esquadrinhou" (Jó 28:24-27).
"Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. Também de umidade carrega as densas nuvens, nuvens que espargem os relâmpagos" (Jó 37:10 e 11).
"Inclina, Jó, os ouvidos a isto, pára e considera as maravilhas de Deus. Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? (Jó 37:14 e 15).
"Os seus relâmpagos alumiam o mundo; a terra os vê e estremece" (Salmos 97:4). Pois eu estremecia e falava a todo o momento: "Ai meu Deus, ajude-me. Não permita que um desses atinga o veículo". Um perigo grande em situações assim é o carro aquaplanar, pois aí o motorista perde o controle da direção. Mas nada de ruim aconteceu e cheguei ao meu destino são e salvo.
No livro de Jó encontramos também algumas considerações sobre as nuvens, os relâmpagos, os trovões:
"Porque ele perscruta até as extremidades da terra, vê tudo o que há debaixo dos céus. Quando regulou o peso do vento e fixou a medida das águas; quando determinou leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões, então, viu ele a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a e também a esquadrinhou" (Jó 28:24-27).
"Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. Também de umidade carrega as densas nuvens, nuvens que espargem os relâmpagos" (Jó 37:10 e 11).
"Inclina, Jó, os ouvidos a isto, pára e considera as maravilhas de Deus. Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? (Jó 37:14 e 15).
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Qual a temperatura do seu amor?
"Surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:11-13).
Este texto de Mateus cita como será no fim dos tempos, antecipando a volta de Jesus, que é e esperança de todos os cristãos. Fica fácil de concluir que estamos vivendo esta época. Então, somos encaminhados a medir a temperatura do nosso amor. Um convite difícil de ser aceito, pois olhar para dentro de nós mesmos é sempre um desafio. Além disso, exige uma iniciativa que nos levará a uma confrontação cujos resultados geralmente pedem mudanças.
A quem devemos amar? Em primeiro lugar a Deus e, depois, ao próximo. Foi o próprio Jesus quem ensinou. Através de uma comunhão em oração e pela leitura da Palavra nos achegamos ao Pai. E somos aquecidos para abençoar os que estão perto de nós e superar as frustrações de relacionamentos que nos marcaram negativamente.
O que faz esfriar o nosso amor? Ah, podem ser várias situações aparentemente boas. Mas, em resumo, refere-se a tudo que colocamos à frente de Deus, tudo que priorizamos em detrimento a uma intimidade com o Senhor.
Então, o que fazer? Para a igreja de Éfeso, que tinha deixado o primeiro amor, vem a resposta clara: “Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te, e pratica as primeiras obras” (Apocalipse 2:5).
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Uma vida de fartura
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5:6).
No sermão do Monte, Jesus assinala 8 qualidades de caráter que devem distinguir a seus discípulos. Na realidade, as bem-aventuranças são a descrição do próprio Jesus, como se ele estivesse olhando no espelho. E isso é o que Deus quer formar em nós. Tudo o que Jesus ensinava era a descrição de sua maneira de ser e de viver. Ele falava com autoridade.
Este é o princípio da santidade. Porque se trata de ser santo, de ser reto, de ser justo. Tem a ver com tomar a Palavra de Deus a sério para a obedecer. Santos são todos aqueles separados para Deus, os cristãos genuínos.
São bem-aventurados aqueles que têm sede de uma vida inteiramente separada para Deus. São felizes os que têm fome e sede de obedecer ao Rei Jesus. Quando isto não ocorre, há estagnação na vida cristã, perda de interesse, religiosidade aparente, profissionalismo pastoral, irresponsabilidade social. Por outro lado, há fartura para os que buscam esta santidade, serão usados por Deus, serão vasos de honra.
Deus pode nos conscientizar da necessidade que temos de estar junto dele através de dificuldades, de sofrimentos, dores, frustrações. É dessa forma que buscaremos a Cristo com a intensidade de um sedento. As dificuldades aguçam nossa sede de Deus, fortalecem nossa fé em Cristo e nos impulsionam ao amor ao próximo.
No sermão do Monte, Jesus assinala 8 qualidades de caráter que devem distinguir a seus discípulos. Na realidade, as bem-aventuranças são a descrição do próprio Jesus, como se ele estivesse olhando no espelho. E isso é o que Deus quer formar em nós. Tudo o que Jesus ensinava era a descrição de sua maneira de ser e de viver. Ele falava com autoridade.
Este é o princípio da santidade. Porque se trata de ser santo, de ser reto, de ser justo. Tem a ver com tomar a Palavra de Deus a sério para a obedecer. Santos são todos aqueles separados para Deus, os cristãos genuínos.
São bem-aventurados aqueles que têm sede de uma vida inteiramente separada para Deus. São felizes os que têm fome e sede de obedecer ao Rei Jesus. Quando isto não ocorre, há estagnação na vida cristã, perda de interesse, religiosidade aparente, profissionalismo pastoral, irresponsabilidade social. Por outro lado, há fartura para os que buscam esta santidade, serão usados por Deus, serão vasos de honra.
Deus pode nos conscientizar da necessidade que temos de estar junto dele através de dificuldades, de sofrimentos, dores, frustrações. É dessa forma que buscaremos a Cristo com a intensidade de um sedento. As dificuldades aguçam nossa sede de Deus, fortalecem nossa fé em Cristo e nos impulsionam ao amor ao próximo.
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