sábado, 31 de março de 2012

Para o alto e avante

Deus quer a nossa maturidade espiritual, nossa semelhança cada dia maior com seu filho Jesus. O Seu propósito eterno é ter uma família, com muitos filhos como Cristo. Quer que saiamos do leite espiritual para o alimento sólido. Crescer e aumentar! Há uma dinâmica na vida cristã, um evoluir santo.

Conforme está registrado em 1 Tessalonicenses 3:11 e 12: “...e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos”.

E este texto fala “em aumentar no amor uns para com os outros”. Quando chegamos ao ponto de compartilharmos nossos bens, de cooperarmos com desprendimento na obra do Evangelho, de manter a unidade, de promover o amor, de praticarmos os mandamentos recíprocos, há crescimento, edificação, há serviço, há vida, há testemunho.

Ao decidimos nos relacionar, nos deparamos com pessoas cheias de problemas, os mais variados possíveis. Uma mulher me perguntou: “Por que só aparecem pessoas complicadas, com vida torta?”. Eu respondi que é porque Jesus veio para estes e através do nosso testemunho elas podem se encontrar com Cristo, conhecê-Lo,  assumirem um compromisso e crescerem para a vida eterna.

sexta-feira, 30 de março de 2012

De fato e de verdade

O apóstolo João trata insistentemente do amor em sua primeira epístola. Ele chega ao ponto de afirmar que o amor pelo próximo é uma das provas genuínas de que nos rendemos a Jesus: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (I João 3:14); “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e que devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (I João 3:16).

Ao ler estas passagens somos levados a refletir se temos buscado os nossos próprios interesses ou não e se somos autênticos filhos de Deus, com vidas realmente transformadas por Ele. Por isso que o apóstolo João nos adverte para que “não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3:18).

Quando pensamos em nós, percebemos que estamos devendo amor: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).

E o que o inimigo de Deus quer é que nos sintamos vencidos quando falamos em anunciar a pessoa de Jesus; quer minar a nossa fé e colocar em dúvida autoridade do próprio Deus. É sempre bom lembrar que se Jesus disse que faria dos discípulos pescadores de homens, então significa que o que ficou para trás, já ficou. Nós temos agora é que ir a Jesus: “Vinde a mim”.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Exclusividade, exclusividade!

Quando olho para a vida de João Batista, o admiro, porque tinha uma causa a defender, e morreu por esta causa, decapitado. Foi levantado como mensageiro de Jesus, para preparar-Lhe o caminho. Pregava o batismo de arrependimento para remissão de pecados, a vinda de Cristo.

Era um homem que amava as pessoas e foi considerado por Jesus como o maior membro da sucessão profética: "Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior que João; mas o menor no Reino de Deus é maior que ele" (Lucas 7:28).

João foi um instrumento poderosamente usado por Deus em virtude dele mesmo saber quem era e reconhecer os seus limites e sua dependência do Senhor. A Bíblia diz que ele não operou nenhum sinal (João 10:41), mas que cumpriu cabalmente o seu ministério, completou a sua carreira (Atos 13:25).

Entendeu muito bem a ordem correta das coisas. Soube se colocar no lugar certo, compreendendo que Cristo é o Noivo, e ele, o amigo do Noivo (João 3:29). Tinha uma vida tão comprometida com Deus e com Seu Reino que ele foi confundido com Cristo muitas vezes, como também Cristo foi confundido com ele (Mateus 14:2; 16:14; João 1:19-28).

João Batista não era o profeta, mas apenas um profeta. Ele não tinha dúvidas quanto a isso. Certa vez, João estava com dois de seus discípulos e, ao ver Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus” (João 1:36). Os discípulos ouviram isto e seguiram a Cristo. A exclusividade pertencia a Jesus, o Messias. E continua sendo assim!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Buscando o que não é meu

Fico maravilhado com a descrição do amor em 1 Coríntios 13, inspirada pelo Espírito Santo. É um exemplo prático que a Bíblia nos fornece sobre o “não buscar os seus próprios interesses” (versículo 5). Na visão do apóstolo Paulo, dedicar-se ao bem das pessoas é um autêntico ato de amor.

Para introduzir o texto que descreve o amor, ele diz: “Entretanto, procurai com zelo os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente” (1 Coríntios 12:31).

Quem ama, toma uma direção consciente, é porque escolheu este caminho. Dizer que o amor não procura o próprio interesse é uma maneira de afirmar que o amor não é egoísta. O egoísta deseja que as coisas girem ao redor dele. Ele deve levar vantagem, ser exaltado, deve ser atendido. É o centro e os outros estão ao seu redor, com obrigação de agradá-lo e satisfazê-lo. Quem busca os próprios interesses, se coloca acima dos outros.

Pelos padrões bíblicos, deixar de buscar o seu próprio interesse não é tudo. Devemos ir além e procurar o benefício dos outros: “Que ninguém busque o seu próprio interesse e sim o de outrem” (1 Coríntios 10:24). O amor produz uma mudança interna na nossa disposição de servir e deixamos de ser egoístas para termos atitudes mais altruístas.

Hoje está muito na moda dizer que as relações precisam ser humanizadas, ou seja, serem mais próximas, mais realistas, mais amorosas. Eu diria que nossos relacionamentos precisam de consideração pelo outro, amor fraternal, preferindo em honra o irmão, considerando-o superior a nós. E isto é mais que humanizar. É divino, até sobrenatural, pois o amor de Deus nos envolve a tal ponto que nos damos pelo outro.

Ainda em 1 Coríntios, 10:33, Paulo afirma: “...assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.”

terça-feira, 27 de março de 2012

A motivação correta

Jesus veio nos ensinar o que é o amor verdadeiro, genuíno, de se dar pelo outro. E Ele nos deixou uma ordem bem clara: “Novo mandamento vou dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que vos ameis uns aos outros” (João 13:34).

Como foi o amor de Jesus por nós? Um amor sacrificial, de entrega, de se pôr à disposição, de dar tudo o que tem. É esta a categoria, o nível do amor que Jesus nos ensinou.

Não devemos pensar que é impossível para nós amar desta forma. Assim como é uma comparação. Sabe, Jesus fez o principal, amou ao mundo. Ele pede que amemos os que estão próximos de nós, as pessoas ao nosso redor, do nosso círculo de amizade, os nossos familiares, aqueles necessitados que temos a oportunidade de alcançar.

Esta é a mensagem da cruz: o Cristo que veio ao mundo, morreu por nossos pecados, ressuscitou, está à direita do Pai. E os que crêem nisso e recebem Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas têm a vida eterna. 

Pregar é amar, para que a pessoa seja transportada pela fé em Jesus para o Reino dos Céus e passe a fazer parte da família de Deus. Esta deve ser a nossa motivação, por amor a Deus e ao irmão.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pelo amor de Deus

Mais que um ato de obediência e fidelidade cristã, falar do Evangelho (da pessoa de Jesus, o Rei) é amar, uma boa ação para com o próximo. O Pai nos ensinou isso através de Jesus: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). E Deus fala conosco por meio de Cristo: "Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo" (Hebreus 1:1 e 2).

Deus todo-poderoso, o criador de todas as coisas, providenciou uma solução divina para a minha, para a sua vida. Uma solução para a nossa solidão, para o nosso desconforto espiritual, para o buraco que existe em nós quando estamos longe dEle.

O próprio Jesus, o Filho, veio ao mundo, tomou a forma de homem, para morrer por nós, no nosso lugar. Outro igual a Ele não há. Capaz de se doar, entregar-se para uma morte sofrida, humilhante, na cruz, indigna.

E a passagem de João deixa bem claro o porquê, a razão, a motivação do próprio Deus ao elaborar um plano para nós, pecadores. Ele nos amou e nos ama, queria nos dar a vida eterna. Podemos dizer que era isso que Ele tinha em mente. Vida eterna, para sempre, que nunca acaba, duradoura. Só mesmo através de Jesus!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Com as mãos e além delas

Tinha duas coisas que meu saudoso avô Alziro (ou Alcides, alguns o chamavam assim) gostava de fazer, quando não estava no departamento de águas da prefeitura de Avaré, cidade onde nasci: cortar cabelos e confeccionar artefatos de couro, como selas, arreios, chicotes, cordas, etc. Era um homem habilidoso com as mãos, com talento reconhecido na região.

Lembro-me de sempre ver pedaços de couro esticados no quintal dele, para a secagem. Depois, cortava e manuseava conforme o produto. Fazendeiros e sitiantes de várias cidades vinham comprar a pequena produção, que ajudava a sustentar a família.

Certo dia, com 6 anos de idade, fugi de casa, com meu primo, e nos escondemos no quartinho do meu avô, cheio de ferramentas que ele usava para trabalhar. Tinha de tudo, uma grande variedade. Passamos uma tarde lá, com quase a cidade inteira nos procurando, inclusive a polícia. Quando nos encontraram, ainda levei uma surra para aprender.

Depois de aposentado, meu pai também começou a apresentar seus dotes manuais. Primeiro com bonsais, muito bem cuidados; depois com suas mini fontes de águas, todas decoradas, e agora transformando latas vazias de refrigerantes e cervejas em canecas, onde ele põe até adesivos de times de futebol.

Sendo assim, estou na expectativa daquilo que vou desenvolver manualmente, uma vez que ainda não despertei para nenhuma habilidade, a não ser cuidar de plantas, que as pessoas pensam que é minha esposa quem faz. Ah, e pescar, que não pratico faz tempo. Mas já herdei deles (avô e pai) lições que têm formado o meu caráter, algo que começa pelo talento com as mãos e vai muito além delas...