quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mudança de valores

Assisti a uma palestra sobre criação de filhos que confirmou um dos meus pensamentos a respeito da vida universitária, uma das fases mais complicadas para o jovem cristão. Foi neste período que eu, por exemplo, sofri os maiores questionamentos quanto aos valores que tinha recebido até então. Isso há mais de 20 anos. Imagine agora então, onde a pressão quanto ao vestibular é crescente e as escolhas profissionais são cada vez mais baseadas no mercado, e não em Deus.

Ouvi um dado muito interessante, de que a evasão universitária no estado de São Paulo subiu de 18% em 2000 para 27% em 2009. Significa que quase um terço dos estudantes não concluiu o curso que terminou, pelos mais diferentes motivos, que vão desde financeiros até a falta de identificação com a profissão escolhida. Aliás, quem consegue definir com tanta precisão sua vocação aos 16, 17 anos de idade?

A sociedade hoje valoriza mais o estudo e menos o trabalho, e também ocorreram mudanças bruscas de valores, que envolvem o papel da esposa, importância da família, erotização precoce. Até que ponto vale a pena ter filhos super bem-sucedidos, mas que se distanciaram dos valores que ensinamos a eles? Tão reconhecidos socialmente, profissionalmente, e frios no relacionamento com Deus? Ricos, com carros novos, muitas casas, mas que abandonaram sua fé em Cristo?

Talvez seja bom o jovem esperar um pouco antes de entrar na universidade, para amadurecer, ter convicção nas suas escolhas, não ser refém do pensamento vigente. Isto se a vocação exige mesmo um aperfeiçoamento através de um curso superior.

Nunca é demais lembrar do que Jesus falou: "Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma? Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos" (Marcos 8:35-38).

Amor, amor e mais amor

Confira uma nova reflexão que gravei para a TV CMC: De fato e de verdade. Nela, comento sobre o assunto insistentemente abordado pelo apóstolo João em sua primeira epístola.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conferindo o caixa

A queda do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é um convite ao consumo desenfreado, ao descontrole financeiro. Agora ficou mais barato comprar carro, geladeira, fogão, etc e etc. Somos encorajados a ter, ter e ter; a não nos contentarmos com aquilo que é suficiente; somos induzidos a pensar que precisamos sempre de mais um pouco. Administrar diversos interesses é um desafio tremendo para o cristão, que tem o seu sistema de valores constantemente atacado.

Assino uma revista semanal de circulação nacional e estes dias comecei a contar quantas páginas realmente traziam reportagens, entrevistas. Pouquíssimas, em comparação aos anúncios, principalmente de veículos. São ofertas e mais ofertas. Só perde quem é bobo, somos levados a pensar.

Para acompanhar o desenvolvimento tecnológico, teríamos que trocar semanalmente de celular, ter um computador novo por mês, um tablet com recursos jamais vistos. Sempre estaremos defasados diante deste mundo que é virtual no nome, mas pode nos levar a dívidas reais.

Ensinar isto para as crianças não é tarefa fácil. Não só os pequeninos, mas nós, grandões, também precisamos nos lembrar a todo momento que Jesus é tudo que necessitamos. A satisfação não vem das riquezas, do poder, da ostentação. Cristo mesmo nos ensinou: "Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mateus 6:21).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Maturidade na oração

Se você quiser ver mais uma reflexão gravada para a TV CMC, clique aqui. Falo sobre a importância de experimentar as possibilidades contidas na comunicação com Deus e em não se concentrar nas dificuldades aparentes.

Estava perdido e foi achado

Fico muito irritado quando perco algo dentro da minha própria casa. Procura daqui, fuça dali, pergunta para este, para aquele, e nada. Desta vez foi o documento do carro que pretendo vender. Há uma semana começou a saga para achar o tal. Minha esposa já disse que tinha olhado num armário do escritório, mas lá fui eu mexer novamente. Brinco com ela que aquele lugar é a ilha de "Lost", como naquele seriado de TV, onde os sobreviventes da queda de um avião não sabem direito onde caíram e coisas estranhas acontecem!

Num envelopinho amarelinho, bem no fundo de uma pasta, quase isolado do mundo, encontrei o que eu procurava. Parece até que ele sorriu para mim. Pouco antes eu tinha saído para caminhar e pedi a Deus que me ajudasse a achar o documento, pois custaria quase R$ 400,00 para mandar fazer um novo.

Foi quando me lembrei da parábola do filho pródigo, que saiu de casa com os bens aos quais tinha direito e dissipou-os todos. Arrependido, decidiu voltar para casa. A reação do pai ilustra o que Deus faz conosco, quando percebemos a nossa dependência dEle. É óbvio que um simples documento não se compara a uma vida, ou toda a humanidade, por quem Jesus se entregou: "Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19:10).

Repare no texto bíblico da párabola que citei, quando Jesus fala sobre quem estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado: "E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se" (Lucas 15:21-24).

Quando o filho mais velho ficou sabendo da recepção do pai ao irmão fanfarrão, revoltou-se e ouviu do pai a mesma explicação: "Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (Lucas 15:31 e 32).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Esquecidinho? Nada disso!

Combinei de deixar meu carro no funileiro, para tirar uns amassadinhos, e no dia marcado cheguei lá bem cedinho. Ele tinha me atendido antes com toda a atenção, mas agora parecia não se lembrar mais de mim. Foi conversar com o seu sócio, voltou meio desconfiado e perguntou o que era mesmo para fazer no veículo. Lembrei-o que estive lá outro dia e que acertamos o preço. Aí o homem olhou no seu bloco de anotações e, enfim, recordou-se de tudo.

Na volta para casa, fui caminhando e pensando como eu sou esquecido. Se não tenho uma agenda, dificilmente me recordo de um compromisso. Preciso anotar direitinho para não ser traído pela minha memória. Costumo ainda registrar no celular o que preciso fazer e tudo fica bem mais fácil, pois ele até me avisa antes.

E do nosso compromisso com Deus, de nos relacionamentos com Ele pela oração, nos lembramos? O profeta Isaías mostra o que o Senhor pensa do seu povo, Israel, que somos nós hoje, os que receberam Cristo em suas vidas, como Senhor e salvador: "Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti" (Isaías 49:15).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ô, queridão!

Estava estacionando numa avenida movimentada de Bauru e uma caminhonete parou bem ao meu lado, interrompendo o tráfego. Fiquei logo pensando o que eu estava fazendo de errado. De repente, o homem que dirigia gritou bem alto para mim: "EU TE AMO". Olhei rapidamente para ver quem era, pois a pessoa podia estar enganada. Descobri que eu era mesmo o alvo daquela declaração. Um irmão da comunidade cristã que frequento ficou tão contente de me ver logo pela manhã que não conseguiu esconder sua alegria.

Quem estava por perto e ouviu  não deve ter entendido muita coisa, ou provavelmente entendeu tudo errado. Mas o efeito das palavras para mim foi animador. O resultado é que não consigo parar de pensar no meu amigo e na sua família e, desta forma, pedir a Deus que os abençoe. Fiquei tão surpreso na hora que até esqueci de dizer que ele também é muito importante para mim e que eu o amo. Em resposta, só deu tempo de sair uma frase: "Ô, QUERIDÃO...".